segunda-feira, 29 de outubro de 2012


LIBERALISMO E MODERNISMO O CONFRONTO A ORTODOXIA.
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Os termos “liberalismo” ou “modernismo” são de difícil definição. Primeiro, porque era coisa muito comum, durante os conflitos assinalados entre fundamentalistas e liberais, sempre que alguém não fosse fundamentalista, automaticamente ser posto no rol dos liberais ou modernistas. Os dois termos são empregados como sinônimos, embora não tenham faltado tentativas de diferenciá-los. Um outro problema associado às tentativas de definição é o fato de que o liberalismo é, por sua própria natureza, de tal ordem, que muitas posições podem estar contidas em seu escopo.
Apesar de suas variedades, o liberalismo assumiu, na opinião de grande parte de seus defensores dos primeiros anos do século, o significado de uma reconstrução do cristianismo ortodoxo. Não obstante o fato de que os fundamentalistas considerassem os liberais como verdadeiros subversores da fé, os liberais se tinham a si mesmos como salvadores da essência do cristianismo. No entender dos liberais, eram os fundamentalistas que estavam levando o cristianismo a perder sua influência, pela insistência que faziam em mantê-lo em moldes envelhecidos, fazendo-o impossível de ser aceito por pessoas inteligentes. Típica da atitude dos liberais era a declaração muito difundida, feita por Fosdick, de que, para ele, o problema não estava na enunciação de uma nova ou de uma velha teologia, pois o problema real era o de ter-se uma nova teologia ou não se ter nenhuma teologia.
Para que possamos entender o liberalismo, temos de saber de que nele se encontram dois elementos. Há, antes de qualquer coisa, as considerações relacionadas com o método próprio do liberalismo, isto é, o método que significa a capacidade conferida aos liberais de, provavelmente, chegar a conclusões diversas. Em adição a isso, deve-se considerar a existência de certo acervo de pensamentos que se vêm acumulando e que é típico dos liberais.
O método do liberalismo inclui uma tentativa de modernizar a teologia cristã. Alegam os liberais que o mundo tem passado por mudanças radicais desde quando foram elaborados as primeiras confissões de fé da cristandade; isso faz com que elas assumam feição arcaica e destituída de realidade ao homem atual. Temos, então, de repensar o cristianismo de modo que ele seja expresso em formas mentais inteligíveis ao mundo de nossos dias. Fosdik costumava dizer que temos de expressar a essência do cristianismo, suas “experiências permanentes”, mas não é legítimo procurar identificar essas experiências com as categorias transitórias nas quais foram expressas no passado. Por exemplo, diz Fosdick, uma das experiências permanentes do cristianismo tem sido a convicção de que Deus triunfará definitivamente sobre o mal. Essa convicção tem sido retratada, tradicionalmente, mediante a categoria do Segundo Advento de Cristo nas nuvens para destruir as forças do mal e estabelecer o domínio do bem. Já não podemos manter essa categoria antiquada, mas podemos ainda crer na verdade que se procurava exprimir através da antiga maneira de se dizer. Podemos continuar trabalhando sob a convicção de que, mediante a dedicação de seus seguidores desprendidos, Deus se encontra no presente empenhado na edificação de seu Reino e de que haverá uma renovação proposta à nossa vida individual e social, visando a que toda conduta se conforme à vontade divina. A essência da fé fica, portanto, estabelecida, diz Fosdick, mesmo que a forma de enunciação na qual se encontrava revestida seja abandonada como coisa ultrapassada.Na próxima postagem estarei prosseguindo o assunto e o concluindo

sábado, 20 de outubro de 2012


DESIGN INTELIGENTE E TEORIA DA EVOLUÇÃO




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domingo, 14 de outubro de 2012



O SER E O OBJETO NA FENOMENOLOGIA.

A fenomenologia é uma tendência que exerceu influencia no século 20, fundada por Hurssel, torna-se uma transposição dos limites da filosofia, pois fundou a filosofia contemporânea, vem a ser uma renovação do exercício da filosofia, pois ai surgi a interrogação. A fenomelogia vai trazer a tona a relação do sujeito e o objeto, uma relação de como vai se constituir o conhecimento, que vai possuir três vertentes na atualidade, sendo o realista: O que sustenta ao primado do objeto, onde tudo é aprendido a partir dos sentidos e assim a a partir do analise do objeto descubro vindo a conhecer, a segunda vai ser a idealista que vai sustentar o ponto de partida as idéias logo sendo a primazia o sujeito, onde estará em voga o acordo entre o sujeito e o objeto, uma correspondência que surge do analise das idéias, onde chego através desta  proposta a conformidade entre as coisas e a mente ou as idéias; a terceira e ultima vai ser a filosofia Kantiana, que vai inquirir qual o contributo do objeto e o da mente, vindo a redistribuir as funções apresentando um meio termo tornando o conhecimento uma síntese desta duas instancias, onde é configurado o conhecimento como uma equivalência entre o objeto e a mente. Portanto o conhecimento vai estar aferido ao sujeito, mas este vai depender do seu contato com o objeto, nas experiências, avaliações e analises. Sendo esta contribuição do sujeito o que Kant vai denominar de fenômeno, vindo ai indicar os elementos transcendentais do conhecimento os fenômenos incalculáveis, vindo ai ser percebido a fenomenologia do Ser. O que lhe distribui forma e organiza o conhecimento dentro da capacidade do individuo dentro do ser cognitivo. É como se a consciência tem o poder de projetar o conhecimento que vai aquilatar através do seu contato com a objetividade e sujebtividade.  A fenomenologia vai desobstruir a competição entre o sujeito e o objeto, propondo um equilíbrio, onde Hurssel vai retirar os efeitos naturalistas que causam este confronto entre o objeto e o sujeito. Vindo ai perceber a ação da consciência de rastrear as coisas e organizar suas idéias, compondo assim a sua percepção de tudo.     

domingo, 7 de outubro de 2012



CONSCIÊNCIA E A ESSÊNCIA NA DEFASAGEM ÉTICA DO SER.  

Ao postar nesta semana decidi estar falando sobre a concepção ética no sentido sociológico de Hegel, que vai enfocar em sua obra fenomelogia do espírito, sobre a consciência e a essência relacionados a ética. A consciência quando aplicamos sua efetividade à atuação da ética verificamos que vai de encontro ao Ser, onde surge à consciência de si, nesta perspectiva percebemos as posições e oposições do Ser em suas atuações e intervenções aferindo a intensidade da ação, resultante das manifestações de seu caráter. A ética aferida a consciência do Ser possui o efeito publico e individual, que vai desenvolver uma proposta envolvendo o individuo em suas manifestações e interações, que terão conseqüências diversificadas, onde pode as reações sociais se for publica lhe desqualificar e desabonar, causando os danos de diversas ordens; e se for individual vindo a compor sua conduta pessoal, indicando suas qualidades que podem causar a rejeição e por fim o recalque pessoal. Estou evidenciando no texto as ações éticas ruins que descritibilizam o Ser; para podermos avaliar suas dimensões na participação do individuo na sociedade. Quando estamos ainda mencionando sobre a consciência ainda temos que visualizar a obediência, desobediência, voluntariedade e a involuntariedade  pois existem atos que são causados devido a uma obediência a uma proposta, outros implicam a transgressão de uma lei o que é a desobediência; outros podem ser de ordem voluntarias e involuntárias; porem não vou detalhar nesta perspectiva, pois pode aqui surgir outro texto, o que não é meu propósito para este escrito. Ao falarmos agora de essência estamos evidenciando, sobre a integralidade de uma ação, no seu sentido lato, onde fica explicito se teve um sentido conotativo de ordem pessoal ou impessoal, causada de forma proposital ou por uma reação intempestiva, muitas vezes em uma avaliação da essência não observamos suas origens no sentido filosófico, ou seja, dentro das manifestações do Ser. Onde precisamos visualizar o temperamento, as tendências, influencias do ambiente e cultura, como principalmente sua vida religiosa e sentimental. Pois a religião como norteadora do caráter ético do Ser, vai indicar o porquê de uma pratica que desabone o Ser, aferindo o deslize a uma serie de procedentes resultantes de sua falta de integridade espiritual. Já os sentimentos são elementos condutores das nossas atitudes, podendo ter evidencias positivas e negativas em uma vida; onde cada pessoa é aceita ou rejeitada pela sociedade. Na próxima postagem concluo este assunto.