quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O PAGANISMO

     Fala-se muito em paganismo, mas o que vem a ser? 

    Paganismo representa uma ampla variedade de tradições que enfatizam a reverência pela natureza e um revival de práticas religiosas politeístas e animistas antigas. Algumas formas modernas de paganismo tem suas raízes no século 19 dC nacionalismo europeu (incluindo a Ordem Britânica de Druids), mas a maioria dos grupos pagãos contemporâneos têm suas raízes organizacionais imediatas para os anos 1960, e tem uma ênfase na psicologia arquetípica e um interesse de natureza espiritual . Paganismo não é uma religião tradicional, por si só,porque ele não tem nenhuma doutrina oficial, mas tem algumas características comuns que unem a grande variedade de tradições. Uma das crenças comuns é a presença divina na natureza ea reverência da ordem natural da vida. O crescimento espiritual está relacionada com os ciclos da Terra e grande ênfase é colocada sobre as preocupações ecológicas. 
      Monoteísmo é quase universalmente rejeitado dentro paganismo e a maioria das tradições pagãs estão particularmente interessados ​​na revitalização das tradições religiosas politeístas antigas, incluindo os nórdicos (norte da Europa) e Celtic (Grã-Bretanha) tradições. Muitas tradições pagãs são intencionalmente Reconstrucionista em que pretendem reviver muitos dos rituais perdidos de antigas tradições, inclusive dias santos e festas sazonais. Além da natureza, muitos Pagãos também adoram uma variedade de deuses e deusas, incluindo espíritos que podem representar heróis nacionais e locais, bem como familiares falecidos. Neste sentido, muitos pagãos tentar honrar a sua ascendência e antepassados. Algumas tradições pagãs incluem magia ritual, mas esta prática não é universal.

domingo, 14 de dezembro de 2014

SECULARIZAÇÃO NA PÓS MODERNIDADE

        O termo “secularização” engloba vários componentes. Geralmente se compreende como a
“vida sem Deus e sem religião”. Isto porque no passado eram esses componentes a ditar a visão de mundo, a auto-compreensão e definição humana e a orientação do agir. A tentativa de estabelecer um binômio ou oposição como Deus-mundo, fé-razão, ciência-crença, não são verdadeiros deste período. Na verdade, a secularização não quer eliminar Deus e a religião, mas simplesmente fazer que ocupem o seu novo espaço dentro do novo horizonte de compreensão. Na visão e compreensão do homem moderno, o centro do universo passa a ser ele mesmo. Deus e o mundo passam para um segundo ou terceiro plano.
       Alguns fatos são responsáveis por esse fenômeno, mas surtiram efeitos no próprio homem, na sua visão de mundo e de si mesmo. Colaboraram para isso: Copérnico e a confirmação de que o sol é o centro do universo; Galileu Galilei e a descoberta de que a terra gira ao redor do sol; Charles Darwin e a sua teoria de que o homem descende do macaco; Sigmund Freud e a intuição de que o homem é um conjunto de emoções não muito diferentes dos outros animais. A moderna genética também exerce uma forte e atual presença: reduz o indivíduo e suas manifestações a fatores de genes e DNA.
       O homem passa a ocupar a primazia no conjunto da realidade global, tudo é orientado em
sua direção e desbanca a Deus. No entanto, ele se descobre pouco consistente e frágil. A certeza e organização e explicação do universo cedem espaço para a incerteza e tudo aquilo que é provisório. Porém, o termo “secular” engloba alguns outros elementos os quais merecem atenção, como, por exemplo, a valorização da experiência como forma de conhecer o universo e a si mesmo. As pessoas querem cada vez mais experiências e não aceitam não poder realiza-las. Para isto não basta somente a comprovação científica. Cada pessoa se torna um cientista, querendo “experimentar tudo e de tudo!”, como direito que lhe cabe. Não basta mais “aquilo que nossos pais nos contaram”, senão aquilo que cada um mesmo experimenta. O fator de avaliação dessas experiências não é objetivo, mas subjetivo, a partir dos efeitos, resultados e do papel que a mesma experiência joga no universo de sensações pessoais. Nesse caso, a mesma experiência pode ser vista como positiva ou como negativa, dependendo dos sujeitos implicados na mesma.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A PÓS MODERNIDADE NÃO SUPERARA A VERDADE

Após uma tempo sem postar volto aos meus escritos e postagens neste interagir de saberes.
Propriamente entendida, a ciência e uma ferramenta maravilhosa para investigar o mundo de Deus. Mas a ciência não pode resolver o dilema humano, e não pode nos dar esperança nem significado. Em última análise, aqueles que exaltam a ciência como religião descobrem estarem errados - por essa razão finalmente caem num profundo pessimismo, a deriva numa estação espacial chamada Terra, esperando por um farol do além para salva-los de si mesmos. Nunca a ciência será maior que Deus e lhe irá superar; mesmo que a pós modernidade em um período na verdade de resoluções falíveis, tente se tornar infalível, em seu humanismo jamais ira ultrapassar a Deus. A religião não é maior que a Igreja e nunca poderá ser a Igreja inserida no contexto de apenas uma religião; pois sua origem é maior.  

      Para muitos pensadores modernos, a alternativa para a mensagem crista de salvação não e nenhuma das propostas substitutas de que falamos, mas a queda livre no pessimismo e no desespero. Eles desistiram, decidindo que não há nenhum proposito transcendental, nem esperança de redenção, nem resposta para os dilemas mais angustiantes, e a pessoa corajosa e aquela que encara honestamente a realidade e se livra de todas as esperanças ilusórias. A pós modernidade nunca irá superar a verdade, não conseguira absorver a realidade do Ser e seu transcender até Deus, como única fonte de verdade e única realidade absoluta sobre todas as demais. 

domingo, 23 de novembro de 2014

A RAZÃO HUMANA E A PÓS MODERNIDADE.

A confiança na razão humana e a rejeição do sobrenatural assumiu muitas formas, mas em parte nenhuma o impulso modernista foi mais longe ou mostrou-se mais ambiciosa do que na invenção do estado marxista. O marxismo, a começar pelo pressuposto do “materialismo dialético”, buscou encontrar causas materiais, econômicas, para todos os problemas humanos. Marx reduziu a condição humana a questões de luta de classes e exploração econômica. Isso fazendo, elaborou uma alternativa quase científica que supostamente inauguraria um paraíso terrestre. Sob o comunismo não haveria propriedade particular. Acabaria a exploração do homem. Sob o socialismo os indivíduos encontrariam seu sentido perdendo-se em um grupo maior. A economia e todas as fases da sociedade seriam planejadas em prol do bem da coletividade.
Líderes soviéticos puseram em prática esses ideais aparentemente “iluminados” com a Revolução Russa. Mas em vez de introduzir um Paraíso do Trabalhador como a teoria prometia, resultaram opressão e brutalidade em escala sem paralelos na história humana. É de se admirar que o monólito do comunismo soviético, apesar de munido com polícia secreta e armas nucleares, tenha ruído quando seu povo descobriu as mentiras e exigiu a liberdade.
Os crentes poderiam ter predito o que iria acontecer quando seres humanos reivindicassem autoridade máxima para si. A doutrina do pecado original já significa que seres humanos deixados a sós poderão
professar ideais que soam nobres, mas na prática cometerão males terríveis. A Revolução Francesa oferece um exemplo, quando a alta retórica dos Direitos Humanos introduziram a guilhotina e o Reinado do Terror.Agora as bases estruturais do modernismo ruíram, de Moscou a San Francisco. O iluminismo está desacreditado. A Razão foi destronada, mesmo em campi universitários. A Revolução Industrial e cedendo à Era da Informática. A sociedade, a tecnologia, os valores e as categorias básicas do pensamento estão mudando. Um novo modo de ver o mundo está emergindo.

domingo, 16 de novembro de 2014

A PÓS MODERNIDADE EXISTE ?

    Não podemos considerar este termo pós modernidade correto, para o sociólogo  zygmunt baumam este período é a era da liquidez, na verdade estamos vivendo a modernidade liquida, que vai ser a proposta de modernidade líquida é apresentada a partir da estrutura de cada individuo. as pessoas não estão dispostas a abrir mão dos projetos individuais em nome dos projetos coletivos. nesse processo os interesses individuais sobrepõem aos do grupo, cada um vivendo para sim não havendo mais a coletividade a união entre as pessoas. a modernidade criou um conjunto de padrões bem como condutas que determinam os sujeitos e suas possibilidades. assim surge um triunfo ao humanismo.
    O humanismo e a visão de que o homem e a medida de todas as coisas. em particular, o homem toma o lugar de deus como ancora dos valores morais, e os deveres morais são determinados por aquilo que promove o progresso da humanidade. no humanismo o homem é deificado,  assim o que quer que contribua para o progresso humano e bom e o que quer que o impeça é mau.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O TEMPO PÓS MODERNO E CRISTIANISMO - P/2

   Enquanto perdem força os ataques modernistas contra o cristianismo, os pós-modernistas o atacam em bases diferentes. Por exemplo, os modernistas argumentariam de várias formas pela inverdade do cristianismo. Quase não se ouve mais essa objeção. Hoje a crítica mais ouvida é que “os cristãos pensam que eles têm a única verdade”. As reivindicações do cristianismo não são negadas; são rejeitadas justamente porque propõem ser verdadeiras. Aqueles que acreditam que “não existem absolutos” repudiam os que rejeitam o relativismo chamando-os de “intolerantes”, por tentarem forçar suas crenças em outras pessoas. Os pós-modernistas rejeitam o cristianismo na mesma base em que rejeitam o modernismo, com seu racionalismo científico. Tanto os cristãos como os modernistas acreditam na verdade. Os pós-modernistas não. O futuro mostrará se há de ser o modernismo ou o pós-modernismo o mais hospitaleiro ao cristianismo.

   A Escritura nos fala da importância de “conhecer o tempo” (Rm 13:11). “A maioria dos crentes”, observa George Barna”, não percebe que a Igreja está em meio à luta mais severa que enfrenta há séculos”. Muitos crentes, inclusive teólogos, ainda estão combatendo o modernismo, desapercebidos da mudança que houve nos assuntos a debater. Se os cristãos vão ministrar com eficácia no mundo pós-moderno e evitar as suas tentações, precisam entender o espírito da época.

    A cultura que construiu a Torre de Babel faz paralelo à era moderna. Confiantes em sua capacidade humana, seu raciocínio e conhecimento científico, os modernistas não precisavam de Deus. Para tornar célebre o seu nome, não só construíram cidades, como projetaram e executaram novas ordens sociais e econômicas, tais como o socialismo. Sua tecnologia, mais avançada do que a dos habitantes babélicos, capacitou-os a construir não apenas uma torre que chegasse aos céus, mas naves espaciais para chegar à lua.
   Deus julgou as pretensões de Babel. Observando seus feitos genuínos e o vasto potencial de realização humana, o Senhor viu que uma raça humana unida e tecnologicamente sofisticada seria quase que ilimitada em sua capacidade para o mal. “Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer” (Rm. 11:6). Deus misericordiosamente frustrou esse começozinho primitivo porém perigoso (“Isto é apenas o começo” . Ele fragmentou sua auto-deificação e levou à ruína sua célebre torre.
    Na época atual, torna-se evidente que a razão, a ciência e a tecnologia não resolveram todos os nossos problemas. A pobreza, o crime e o desespero desafiam nossas tentativas de engenharia social. A mais completa tentativa de reconstruir a sociedade de acordo com uma teoria racionalista materialista o comunismo esfacelou-se. A tecnologia continua a progredir em velocidade assustadora, mas, longe de alcançar as esferas remotas, ela por vezes diminui nossas vidas.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O TEMPO PÓS MODERNO E O CRISTIANISMO - P.1

         
      O termo “pós-moderno” se refere antes de tudo ao tempo e não a uma ideologia distinta. Se a era moderna” já passou realmente, os crentes têm tudo para se alegrar. A partir das batalhas entre os “modernistas” e os “fundamentalistas” e mesmo antes, o cristianismo bíblico foi atacado veementemente pelas forças do modernismo, com seu racionalismo científico, humanismo, e preconceito contra o passado. Hoje as idéias aceitas pelo modernismo, incluindo aquelas que atormentaram a igreja deste século, estão sendo abandonadas. Os crentes podem se alegrar na aurora de uma era pós-moderna. O modernismo, entretanto, está sendo substituído pela nova ideologia secular do pós-modernismo. O novo conjunto de suposições básicas sobre a realidade e mentalidade que se extrapola ao mero relativismo está ganhando terreno através de toda a cultura. A pessoa comum que acredita não existirem absolutos pode nunca ter ouvido falar do exercício acadêmico da “desconstrução”. O universo intelectual poderá desprezar o mundo eletrônico da televisão. Os políticos contemporâneos podem estar desapercebidos da arte avant garde. Não obstante, tudo isso está interligado e forma uma visão de mundo distintamente pós-modernista. Enquanto perdem força os ataques modernistas contra o cristianismo, os pós-modernistas o atacam em bases diferentes. Por exemplo, os modernistas argumentariam de várias formas pela inverdade do cristianismo. Quase não se ouve mais essa objeção. Hoje a crítica mais ouvida é que “os cristãos pensam que eles têm a única verdade”. As reivindicações do cristianismo não são negadas; são rejeitadas justamente porque propõem ser verdadeiras. Aqueles que acreditam que “não existem absolutos” repudiam os que rejeitam o relativismo chamando-os de “intolerantes”, por tentarem forçar suas crenças em outras pessoas. 

      Os pós-modernistas rejeitam o cristianismo na mesma base em que rejeitam o modernismo, com seu racionalismo científico. Tanto os cristãos como os modernistas acreditam na verdade. Os pós-modernistas não. O futuro mostrará se há de ser o modernismo ou o pós-modernismo o mais hospitaleiro ao cristianismo. Escritura nos fala da importância de “conhecer o tempo” (Rm 13:11). “A maioria dos crentes”, observa George Barna”, não percebe que a Igreja está em meio à luta mais severa que enfrenta há séculos”. Muitos crentes, inclusive teólogos, ainda estão combatendo o modernismo, desapercebidos da mudança que houve nos assuntos a debater. Se os cristãos vão ministrar com eficácia no mundo pós-moderno e evitar as suas tentações, precisam entender o espírito da época.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

FÉ NO NÚCLEO CENTRAL DA TEOLOGIA

     O primeiro passo constituinte do núcleo da teologia é a experiência de fé. Essa experiência, porém, não significa o domínio sobre a fé, como quem conhece algo calcado numa experimentação. Fé significa, em vez disso, “estar possuído por aquilo que nos toca incondicionalmente. “Essa experiência não se dá em determinada dimensão da vida, tampouco se oferece a um ou outro sentido; antes, é “o ato mais íntimo e global do espírito humano”.  “Ela ultrapassa cada uma das áreas da vida humana, ao mesmo tempo que se faz sentir em cada uma delas.” Em si, a experiência de fé não significa experiência de conhecimento, justamente porque isso demandaria a apreensão do conhecido. No caso da experiência de fé, não se apreende um dado cognoscível, antes se é apreendido nas teias do sagrado. Essa experiência, porém, não é irracional, tampouco respeita os cânones da racionalidade iluminista, como afirma Tillich:
“ Fé não é, portanto, um ato de forças irracionais quaisquer, assim como também não é um ato do inconsciente; ela é, isto sim, um ato em que se transcendem tanto os elementos racionais como não-racionais da vivência humana.”

   A experiência de fé pode ser caracterizada, então, como uma experiência extática, em oposição a inerte, marcando seu caráter supra-intelectual e seu sentimento de estreita comunhão e dependência do sagrado. As forças que manejam essa dimensão da vida concreta de homens e mulheres não são aquelas do domínio da cognoscibilidade. São de outra ordem, mais “rebeldes”, pouco respeitadoras da tendência unívoca da teologia sistemática. Portanto nos horizontes da fé no centro do convívio inquiridor da teologia, existe o elo crença e religião na cosmovisão da sociedade e do homem em seu interior na busca do sagrado.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

CONCEPÇÕES TEOLÓGICAS DE BARTH SOBRE A TEONTOLOGIA

            A estrutura da teologia de Barth e completamente cristocêntrica. O começo, o meio e o fim de toda doutrina e a figura de Jesus Cristo - sua vida, morte, ressurreição, exaltação e união eterna com Deus, o Pai. A cada encruzilhada doutrinaria, Barth levantava a seguinte questão: Qual a visão correta disto a luz do agir de Deus em Jesus Cristo? Essa estrutura cristocêntrica oferece a coerência e unidade que fazem da extensa teologia de Barth um sistema. Para o teólogo suíço, Jesus Cristo e a única e singular revelação de Deus sobre si mesmo, a Palavra de Deus em pessoa. A partir dessa declaração básica de fé, Barth deduziu a divindade de Jesus Cristo: “a revelação e a interpretação desse Deus acerca de si mesmo. Se estamos tratando de sua revelação, estamos tratando do próprio Deus e não... de uma entidade distinta dele”. Um dos axiomas básicos de Barth e que por trás da realidade deve haver a possibilidade correspondente. Assim, se Jesus Cristo e quem a fé indica que ele e - a inigualável revelação do próprio Deus então, de algum modo, ele deve ser idêntico a Deus e não simplesmente um agente ou representante de Deus. Por trás da realidade da revelação e dentro dela, portanto, está a sua possibilidade - o Deus Triuno. Barth via na doutrina da Trindade a única resposta possível para a pergunta: Quem e esse Deus que se revela? Ele afirmava: “Assim, e o próprio Deus, o mesmo Deus sem prejuízo de sua unidade, que, de acordo com a compreensão bíblica de revelação, e, ao mesmo tempo, o Deus que se revela, a revelação em si e também o seu impacto sobre os homens”.  

          Contradizendo diretamente a abordagem de Schleiermacher, Barth colocou a doutrina da Trindade como ponto de partida para a teologia. Ele argumentava que: A doutrina da Trindade e o que, basicamente, define o caráter cristão da doutrina de Deus e, portanto, distingue como sendo cristão o conceito de revelação, diferente de outras doutrinas possíveis sobre Deus e sobre o conceito de revelação. De acordo com Barth, portanto, a revelação de Deus e o próprio Deus. Deus é quem ele se revela ser. Em decorrência disso, Jesus Cristo, como única e inigualável revelação de Deus, e idêntico a Deus e, portanto, verdadeiramente humano e verdadeiramente divino: “Jesus Cristo não e um semideus. Ele não e um anjo. Também não e um homem ideal” . “A realidade de Jesus Cristo está no fato de o próprio Deus encontrar-se presente encarnado. O próprio Deus e Sujeito, sendo e agindo de modo humano”

          Barth deixou claro que, ao falar sobre Jesus Cristo, ele estava falando sobre a encarnação da “Segunda forma do Ser” (Seinsweise) de Deus. Ele preferia o termo “forma” ao invés de “pessoa” pois, aos ouvidos modernos, a palavra pessoa inevitavelmente implica “personalidade” e Deus tem apenas uma personalidade.  Se Jesus Cristo fosse uma outra personalidade, diferente do Pai, ele não poderia ser a revelação do Pai. De acordo com Barth, Pai, Filho e Espirito Santo são formas divinas de ser que existem eternamente dentro da unidade absoluta de Deus. Ainda, a distinção entre essas formas estabelece a precondição para a revelação de Deus em Jesus Cristo e sua presença espiritual dentro da vida da igreja. Deste modo, quando Barth dizia que “Deus e Jesus Cristo e Jesus Cristo e Deus”, ele queria que essa afirmação fosse compreendida dentro do contexto da Trindade. Jesus Cristo e a segunda forma do ser de Deus, a reafirmação da própria personalidade do Pai.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

RELIGIÃO NO PERÍODO DO ILUMINISMO

        A era do Iluminismo desafiou os pontos de vista tradicionais e reformulou o pensamento em todas as áreas da sociedade ocidental. Porém, nenhuma dimensão foi mais afetada do que a crença religiosa. A Idade da Razão marcou a emancipação da cultura em relação ao domínio da igreja e do Cristianismo.
O movimento em direção à autonomia veio como resultado inevitável da nova mentalidade da época, dando início a uma outra visão da natureza da religião. Cada vez mais, os cientistas e teólogos passaram a diferenciar a “religião natural”  a existência de Deus e as leis morais racionalmente demonstráveis e conhecidas por todas as pessoas - e a “religião revelada” - as doutrinas conforme eram ensinadas pela Bíblia e pela igreja. Com o passar do tempo, esta segunda forma de religião começou a ser cada vez mais atacada e a primeira forma, elevada a condição de verdadeira religião. No final, a “religião natural” do Iluminismo ou religião da razão substituiu o enfoque tão característico da Idade Média e da Reforma sobre o dogma e a doutrina.
       O caminho intelectual para a primazia da religião natural sobre a religião revelada foi aberto pelo empirista britânico John Locke. Ele lançou a tese revolucionária de que, uma vez destituído de sua bagagem dogmática, o Cristianismo era a manifestação religiosa mais racional. Sobre as bases dessa visão de Locke, os pensadores do Iluminismo construíram o deísmo - uma alternativa teológica para
a ortodoxia. Os teólogos do deísmo desejavam reduzir a religião a seus elementos mais básicos, universais e, portanto, racionais. Os deístas acrescentavam ainda que, pelo fato de a religião natural ser racional, todas as religiões, inclusive o Cristianismo, deveriam estar em conformidade com ela. Como resultado, os vários dogmas da igreja considerados revelação já não serviam mais de parâmetro. Ao invés disso, as doutrinas deveriam ser avaliadas através da comparação com a religião da razão. O resultado foi uma religião que consistia em um número mínimo de dogmas para se crer: a existência de Deus, que podia ser provada através do mundo, a imortalidade da alma, e o castigo pelo pecado e bênção pela virtude recebidos após a morte. Na verdade, os deístas não viam a religião em sua essência como um sistema de crenças. O mais importante era o seu significado ético. Eles partiam do pressuposto de que o papel principal da religião era oferecer sanção divina para a moralidade. Ao mesmo tempo, 
      O Iluminismo elevava a capacidade humana de obter as verdades religiosas, reduzindo - ou até mesmo eliminando - a necessidade de uma religião revelada. Aquilo que era verdadeiramente importante havia sido escrito pelo Criador no grande livro da natureza e deixado aberto para que todos pudessem lê-lo. Como conseqüência, algumas vozes do Iluminismo criticaram duramente o Cristianismo, afirmando que, pelo menos em sua forma tradicional, ele era uma deturpação da religião da razão. Os pensadores do Iluminismo também atacaram os pilares centrais da apologética cristã daquela época - a crença nas profecias cumpridas e nos milagres e responsabilizaram as autoridades eclesiásticas pela ignorância e superstição do passado.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

CONCEPÇÕES NO JESUS HISTÓRICO

      A pessoa de Jesus ocupou a atenção dos teólogos desde o primeiro século da era cristã. Nos primeiros tempos, a discussão ficou centrada sobre a sua humanidade e a sua divindade. Os credos são a resposta da Igreja às perguntas inquietantes das pessoas que se sentiam na obrigação de serem honestas com suas dúvidas, no momento em que a fé teve que dialogar com a cultura. A patrística, tanto oriental quanto ocidental, testemunha esse vibrante debate acontecido nos primeiros séculos da era cristã.
      No século XVIII, novamente a questão da pessoa de Jesus de Nazaré volta ao debate, despertada pelo iluminismo racionalista. Agora a discussão enfoca a historicidade de Jesus de Nazaré. Foi colocado o problema da Cristologia de um modo diferente daquele dos primeiros séculos. O tema agora é se os fundamentos históricos da fé cristã, extraídos dos Evangelhos, a respeito do Jesus de Nazaré, têm consistência histórica. O debate recolocou a questão da messianidade de Jesus e as esperanças salvíficas que ela produz. Gerd Theissen acredita que “os discípulos foram os primeiros a suplantar o colapso dessas esperanças ao substituir o Messias político, redentor de Israel, por um Messias espiritual (O Messias como redentor dos pecados)”.

         H. S. Reimarus (1694-1768) introduziu a discussão do que é histórico e o que é apostólico nos Evangelhos. Ao fazê-lo viu-se diante de um problema tão delicado que nem mesmo se animou a publicar a sua obra. Nela, ele dizia que “o Jesus histórico era um judeu revolucionário que fracassou na tentativa de fundar um reino messiânico terrestre, ao passo que o Cristo apostólico, ressuscitado e esperado para o fim dos tempos, é invenção dos discípulos para acobertar o furto de seu corpo, que eles mesmos perpetraram, tirando-o do túmulo”. Posteriormente, D. F. Strauss (1808-1873), volta ao debate, agora aplicando os princípios da crítica literária e da história aos Evangelhos. Escreve uma Vida de Jesus (1835) e defende que "não é importante saber o que Jesus foi historicamente (Jesus é personagem “mitológico”)"; para nós o que interessa é a mensagem profunda do Cristianismo"

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

DANIEL O PROFETA

      
       O profeta bíblico foi o porta-voz de Deus, falando em nome de Deus para o seu povo de seus dias (ver Êxodo 4:15, 16; 7 :. 1, 2). Frase profética Clássica "assim diz o Senhor" incluído palavras de bênção para a obediência e julgamento para o pecado e rebelião (ver Deut. Bênçãos e maldições 28 dada por Moisés, o protótipo do clássico Profeta). Assim, a profecia tem duas abordagens: o presente, "esta idade" e do futuro ", em que dia" (ver Amós 5:18, onde "o dia do Senhor" é o juízo iminente sobre Israel por Assíria. Contudo, em 9:11 "on" a salvação escatológica de Israel). Muitas vezes, um julgamento histórico iminente era um tipo, ou um prelúdio para a intervenção escatológica do Senhor. Os dois aspectos do propósito redentor de Deus juntou. Assim, Daniel olhou para o grande inimigo escatológico, Antíoco Epifânio (11, 3), como um prelúdio para o redentor dia escatológico. Embora o estilo apocalíptico é uma profecia de uma natureza diferente, manifesta claramente a soberania de Deus sobre o futuro. Ao mesmo tempo, devido a um conhecimento detalhado do futuro estão seladas, as formas de expressão destes são independentes do presente. Portanto, o povo de Deus em  tempos de crise pode aplicar as verdades contidas na profecia a sua própria crise existencial, até que o Senhor vem! 

       Quanto à relação de Daniel 1-6 com os livros proféticos de Jeremias e Ezequiel: (1) vêm da mesma época e interpretam os mesmos eventos; (2) ter uma abordagem teológica semelhante como proclamações de eventos futuros que estão sujeitas a uma interpretação de acontecimentos contemporâneos foram feitas; (3) Daniel não foi encontrado em frases dos outros dois recursos como "Senhor o disse" ou "me veio da parte do Senhor." Daniel foi um estadista com sabedoria e dons proféticos (dos sábios). 

     Quanto à literatura de sabedoria, Daniel era a personificação da sabedoria (ver Eze 28: 3): (. 1.750 aC) (1) Daniel e Joseph foram superiores aos sábios do Egito e da Babilônia, instrumentos de Deus para atender seu objetivo global; (2) Job indica [p 405] que o saber sábio e siga o propósito de Deus em sua vida; (3) Provérbios personifica a sabedoria; (4) Eclesiastes ensina que a sabedoria em Israel e na lei do Senhor eram idênticas; (5) A profecia e sabedoria encontro de Daniel.


         Daniel era de linhagem real, ou, pelo menos, da nobreza israelita (1, 3). Ele cresceu na atmosfera do grande avivamento religioso do rei Josias que também era o tempo do ministério no início do profeta Jeremias. Levados cativos para a Babilônia, Daniel segurou sua fidelidade em todas as circunstâncias. É um novo tipo de profeta falava por Deus para ser um estatístico profissional. Deus não se limitou à sua palavra foi entregue apenas por meio de profetas profissionais. Nenhum profeta tradicional de Israel poderia ter funcionado nas cortes de Babilônia e na Pérsia; No entanto, Daniel foi capaz de fazer, já que ele sabia que os costumes deles, tanto quanto o caminho do Senhor. O segredo do seu sucesso é, em grande parte devido à sua dedicação total a Deus. Poderia servir o rei com integridade, mas, em primeiro lugar, sua lealdade era Deus. Ele ousou ser diferente, apesar de consequências. Hoje, Deus continua a chamar pessoas como Daniel para atendê-lo em um mundo pagão!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

JUDA E O CATIVEIRO BABILÔNICO

       Os judeus foram levados para a Babilônia eram políticos, líderes religiosos e intelectuais do país. Todos estes foram selecionados para a deportação.  Em Jeremias 52, é implícito que havia três deportações e do número de homens foi 4,600; talvez neste grupo não inclui as mulheres. O número de deportados aparentemente, não era grande, mas é, obviamente, mais pessoas representante do país, começando com o rei Zedequias que foi feita entre os cativos.  O destino do povo levados em cativeiro parece ter sido extremamente grave.  Eles foram localizados no sul da Mesopotâmia, não muito longe da própria Babilônia, e não se dispersaram entre a população local, mas estabeleceu-se em instalações próprias (Eze. 3:15).  As pessoas em cativeiro, ele foi autorizado a construir casas, se envolver na agricultura (Jer.  20: 5 Ss), e, aparentemente, fazer uma qualquer forma que poderia viver. Les foi autorizado a juntar-se e continuar algum tipo de vida da comunidade. 
       As pessoas em cativeiro autorizado a realizar atividades religiosas. Ezequiel foi o profeta de maior peso durante o exílio, e fez as pessoas para analisar e refletir sobre o porquê Eu estava em cativeiro. As principais lições aprendidas pessoas, a fé é purificado monoteísmo no Senhor e purificada. Exílio, embora fosse uma escola difícil, tudo de qualquer forma foi uma grande escola.  A vila não foi totalmente confinado à sua liquidação, tinha comunicação com os babilônios e aparentemente Israel não era uma nação desprezado pelos babilônios mas apreciado, especialmente por suas músicas para o Senhor (Sl. 137).  O futuro era esperado que os exilados voltar à sua pátria. Esta esperança nunca morreu e latente que essa esperança se manteve contribuíram os profetas, especialmente Jeremias e Ezequiel. A possibilidade do retorno veio com o desaparecimento de Nabucodonosor porque com os sucessores de Nabucodonosor, o poder da Babilônia declinou rapidamente. Faltando estabilidade interna, finalmente, o Império Babilônico foi derrotado e destruído, aparecendo na história, um povo novo, os persas e com eles uma nova política de dominação mundial.
           A queda do Império Babilônico foi um evento de grande gravidade na história.  Ela durou cerca de 80 anos. Sua política de dominação e subjugação foi menos cruel do que a dos assírios, mas ainda permaneceu uma regra rígida.  Foi dada a possibilidade do retorno de Israel à sua terra para o aparecimento de Ciro, o persa, que se levantaram contra os medos, sempre na mesma Mesopotâmia.  Ciro fez uma carreira de sucesso, primeiro submetendo os medos.

       Na Babilônia os sucessores de Nabucodonosor incomodado com medo, buscando aliança com o Egito e Era inútil Líbia, mas. Podemos imaginar como os eventos mundiais para desfavorável babilônios abanou fortemente as esperanças do povo de Israel para o cativeiro. Fé em Jeová foi intensificada porque, apesar do cativeiro poderia perceber que o Senhor dirigiu e eventos da história e do mundo controlada. Isto é visto na profecia de Jeremias, Ezequiel, e nos últimos capítulos de Isaías, que apontam para Cyrus como o servo  Yahweh e indicando que as pessoas iriam retornar à sua terra (Is 44:28, 45 1). A sua estadia em cativeiro é um parêntese, estavam com boa razão, mas agora foi o momento para voltar para a terra prometida, segundo a promessa do Senhor de que havia  abandonou o seu povo e também de acordo com o desejo do povo (Salmo. 126). Babilônia caiu aos persas, Ciro deixou nesta cidade como seu filho Cambises  representante. A cidade e todo o império babilônico estavam sob sua autoridade

sábado, 27 de setembro de 2014

MEU NOVO PROJETO CIENTIFICO

Todos sabem de minha dedicação e pesquisas na área da educação, no contexto pedagógico Brasileiro estamos beneficamente influenciados positivamente por Paulo Freire, mas quem o influenciou? Foi o filosofo Polonês Suchodolski,  que tornou-se uma das referências de Paulo Freire, que o reconhecia como o “último humanista do século”. De fato, o pensador polonês teve influência direta no pensamento do educador brasileiro. Isso é percebido tanto pela presença de suas ideias no campo da pedagogia libertadora, no Brasil, quanto pelo fecundo diálogo que estabeleceu com Freire em encontros e correspondências. 
 Assim eu pretendo desenvolver uma série de pesquisas sobre este pensador dentro da ótica de seus escritos. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

   
       O MITO COSMOGÔNICO  EM ELIADE

      É o mito cosmogônico que relata o surgimento do Cosmos. Na Babilônia, no decurso da cerimônia akitu, que se desenrolava nos últimos dias do ano e nos primeiros dias do Ano Novo, recitava se solenemente o “Poema da Criação”, o Enuma-elish. Pela recitação ritual, reatualizava-se o combate entre Marduk e o monstro marinho Tiamat, que tivera lugar ab origine e que pusera fim ao Caos pela vitória final do deus. Marduk criara o Cosmos com o corpo retalhado de Tiamat e criara o homem com o sangue do demônio Kingu, principal aliado de Tiamat. A prova de que essa comemoração da criação era efetivamente uma reatualização do ato cosmogônico encontra-se tanto nos rituais como nas fórmulas pronunciadas no decurso da cerimônia.


     Com efeito, o combate entre Tiamat e Marduk era imitado por uma luta entre os dois grupos de figurantes, cerimonial que se repete entre os hititas, enquadrado sempre no cenário dramático do Ano Novo, entre os egípcios e em Ras Shamra. A luta entre os dois grupos de figurantes repetia a passagem do Caos ao Cosmos, atualizava a cosmogonia. O acontecimento mítico tornava a ser presente. “Que ele possa continuar a vencer Tiamat e abreviar seus dias!”, exclamava o oficiante. O combate, a vitória e a Criação tinham lugar naquele mesmo instante,  Visto que o Ano Novo é uma reatualização da cosmogonia, implica uma retomada do Tempo em seus primórdios, quer dizer, a restauração do Tempo primordial, do Tempo “puro”, aquele que existia no momento da Criação. É por essa razão que, por ocasião do Ano Novo, se procede a “purificações” e à expulsão dos pecados, dos demônios ou simplesmente de um bode expiatório. Pois não se trata apenas da cessação efetiva de um certo intervalo temporal e do início de um outro intervalo (como imagina, por exemplo, um homem moderno), mas também da abolição do ano passado e do tempo decorrido. Este é, aliás, o sentido das purificações rituais: uma combustão, uma anulação dos pecados e das faltas do indivíduo e da comunidade como um todo, e não uma simples “purificação”.


   O Tempo de origem por excelência é o Tempo da cosmogonia, o instante em que apareceu a mais   vasta realidade, o Mundo. É por essa razão que a cosmogonia serve de modelo exemplar a toda “criação”, a toda espécie de “fazer”. É pela mesma razão que o Tempo cosmogônico serve de modelo a todos os Tempos sagrados: porque, se o Tempo sagrado é aquele em que os deuses se manifestaram e criaram, é evidente que a mais completa manifestação divina e a mais gigantesca criação é a Criação do Mundo.


   

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O PACTO PELA CONCEPÇÃO REFORMADA

Quando falamos desse pacto entre o Pai e o Filho, estamos falando da vontade do Pai e da disposição do Filho em realizar todas as cousas propostas por Deus para a salvação do pecador. Não deve ser esquecido que a Trindade toda participa deste pacto, pois Is 48.16-17 dá a entender que o Espirito Santo também é enviado do Pai para realizar a Sua vontade neste mundo, juntamente com o Filho. Contudo, é mais comum dos textos a idéia de um pacto onde o Filho e o Pai são as partes contratantes mais expoentes. O próprio Jesus Cristo falou que o Pai entrou em pacto com ele, embora as nossas traduções não deixem a idéia clara. Veja o texto de Lc 22.29 "Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio." No grego, contudo, a idéia é diferente. A palavra traduzida como "confiou e o verbo que significa "entrar num pacto". O verbo grego é diati/qemai de onde vem a palavra "pacto" – diaqh/kh. Deus pactuou com Cristo para lhe dar um reino, e nós somos parte desse reino, portanto, parte da herança que Deus deu a Cristo. Deus, ante a incapacidade do homem de expiar os seus próprios pecados, fez um pacto com Cristo de salvar alguns membros da raça caída em Adão. O próprio Deus, na pessoa de Seu Filho, compromete-se a realizar e tornar eficaz esse pacto. O Filho seria o Mediador, a vítima expiatória, o resgate e o Salvador dos beneficiários históricos do pacto.
O Pai e o Filho tomam a decisão comum de salvar criaturas caídas. O Pai seria o representante da Trindade e o Filho o representante dos caídos, mas eleitos.
A Escritura mostra de maneira inequívoca que o Filho veio ao mundo para realizar uma tarefa que o Pai lhe havia entregue, uma obra em favor dos homens, realizando a vontade de Seu Pai.
Vejamos a análise de alguns textos:
Is 48.16-17 - "Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isto vem acontecendo tenho estado lá. Agora o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito. Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar."
Estas palavras são como que colocadas nos lábios de Cristo, como fizeram outros escritores do VT. O Verbo é eterno. Num tempo quando ainda não havia tempo, a Trindade entabulou um acordo. Desse acordo surgiu a decisão de enviar o Filho para a Redenção do pecador e o Espírito para aplicá-la. Por isso que é dito que «o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito." O Filho e o Espírito são enviados ao mundo para cumprir um propósito redentor da Divindade. O texto diz que essas pessoas são enviadas, o que indica um acordo prévio entre elas.
Jo 5.30 – ―Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma porque ouço, julgo. O meu juízo é justo porque não procuro a minha própria vontade, e, sim, a daquele que me enviou.‖
É claro deste verso que Jesus veio ao mundo a mandado de Seu Pai, e para realizar a vontade de Seu Pai. Voluntariamente Ele submeteu-se à vontade dAquele a quem Ele sempre foi submisso como Filho. Mas essa submissão indica que Eles tiveram um acordo antes de haver história. Cristo foi enviado pelo Pai como produto de um pacto, como veremos adiante.
JO 6.38-40 – ―Porque eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.‖
Estes três versos recebem a mesma tônica dos dois anteriores, onde Cristo revela claramente a sua decisão de obedecer ao seu Pai, que o havia enviado ao mundo. A idéia de obedecer aqui deixa clara a idéia de um acordo anterior. Note que, antes dele vir ao mundo, ele havia recebido do Pai um número definido de pessoas pelas quais ele veio morrer. E o mandato do Pai era para que Ele não perdesse nenhum deles. Cristo veio para cumprir essa vontade de seu Pai, que foi produto de um acordo prévio entre ambos, no seio da Divindade. Estas mesmas idéias podem ser encontradas em Jo 8.29; 17. 3,4,6,8,18,21; Hb 10.7-10

sábado, 13 de setembro de 2014




HOMENAGEM PELOS CAPÍTULOS QUE ESCREVI EM DOIS LIVROS ACADÊMICOS DOS CURSOS DE DIÁCONOS E PRESBÍTEROS DO IMP.









quarta-feira, 10 de setembro de 2014

SEIS TENDÊNCIAS POSITIVAS DO AVIVAMENTO FINAL

O maior avivamento e derramamento do Espírito Santo na história precederão a Segunda Vinda de Jesus. Neste avivamento, o Espírito Santo manifestará os milagres (sinais e maravilhas) do livro de Atos e do livro do Êxodo, porém combinados e multiplicados numa escala mundial, o que resultará nas 6 tendências positivas descritas a seguir.

Primeira tendênciaA Igreja será vitoriosa e cheia da glória de Deus (Ef 4:13; 5:26-27; Mt 16:18; Jo 17:21-26; At 2:17-21; Ap 7:9; 12:11; 15:2; 19:7-8; 22:17). A Igreja será pura e sem mácula, pois terá um estilo de vida do Sermão do Monte (Mt 5-7).

Segunda tendência – A Igreja experimentará unidade, e receberá a bênção ordenada pelo Senhor.

Terceira tendência – A grande colheita de almas poderá alcançar, possivelmente, 1 bilhão de pessoas (Mt 24:14; Ap 5:9; 14:6).

Quarta tendência – A salvação de Israel acontecerá à medida que a Igreja provoca ciúmes em Israel, permanecendo firme ao seu lado durante a grande aflição e operando no poder de Deus (Rm 11:12-15, 25-26). Neste momento a Igreja estará madura e obedecerá à liderança de Jesus na posição de permanência ao lado de Israel (Mt 25:31-46).

Quinta tendência – O espírito da profecia operará ativamente na Igreja de forma poderosa, será derramado sobre todos os cristãos. (At 2:17; Jr 31:9; 23:20; Dn 11:33-35; Is 26:9; Ap 11:3-6; 18:20; Mt 17:11; Ml 4:6)

Sexta tendência – O paradigma da noiva do Reino de Deus será estabelecido na Igreja no mundo inteiro. Pela primeira vez na história, o Espírito Santo enfatizará universalmente a nossa identidade espiritual como a Noiva de Jesus. Esta nova perspectiva produzirá, como resultado, cristãos cativados em amor por Jesus e desejosos para encontrarem com Ele, o Deus Noivo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

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      SECULARISMO RELIGIOSO


     O secularismo é sinônimo de mundanismo e todo seu espectro anticristão, que sempre procurou invadir a comunidade cristã durante toda História da Igreja.
        Precisamos entender que a Igreja do Senhor Jesus foi chamada do mundo para constituir à parte do mundo o povo de Deus. A Igreja tem uma tarefa no mundo, mas não pode assumir a forma do mundo, sob pena de perder sua singularidade e identidade como comunidade luz e sal da terra. O grande desafio a nós imposto nesses últimos dias é mantermo-nos como “nação santa, sacerdócio real de Deus”, inseridos na realidade de nosso mundo contemporâneo, sem, contudo, nos descaracterizarmos como Igreja de Cristo. Estarmos no mundo, sem mundanizarmo-nos. Este é, certamente, um grande desafio que temos que encarar, pois a secularização e os seus males estão estendendo os seus tentáculos e atingindo muitos seguimentos da fé evangélica, de tal forma que muitas denominações não se parecem mais cristãs. Portanto, urge que atentemos para esse perigo que ameaça invadir a Igreja de Cristo, e o rejeitemos como algo alheio e incompatível com a proposta de fé que recebemos no Evangelho.

         I - O QUE É SECULARISMO RELIGIOSO?

             1.1 - Quanto à definição, a palavra vem do latin: Saeculum, e significa tudo aquilo que pertence a uma era;
             1.2 - No Novo Testamento o termo, AIÔN tem o sentido de século, era. Refere-se ao presente sistema do mundo forjado contra os valores de Deus e o Seu reino;
             1.3 - É o mundo ou sistema instituído conforme os ditames malignos - I Jo. 5.19;
             1.4 - Quem domina sobre esse sistema do mal é satanás, o príncipe deste mundo - Jo. 12.31; 14.30;16.11;
             1.5 - Esta presente era é a esfera de influência do diabo - I Jo. 4.4;
             1.6 - No sentido mais geral secularismo refere-se a tudo aquilo que pertence à maneira de viver deste mundo, em oposição à maneira de viver do mundo vindouro;
             1.7 - O secularismo religioso acontece na Igreja quando ela permite que o sistema ideológico do mundo e sua filosofia de vida relativista, determinem os valores e comportamento dos crentes. Portanto, mundanismo é o pecado de permitir que os apetites, as ambições ou a conduta de um crente sejam moldados conforme os valores do mundo - I Jo. 2.16,17.

domingo, 3 de agosto de 2014

Desafios da Teologia- P/2

      

           SUSTENTAR O REAL.

      
      A teologia cristã quando se propõe nomear o Real a partir de Jesus não pode, sob pena de perder completamente, decair num esquema racionalista de sujeito/objeto. Se fizer isso a teologia tratará a revelação somente como pauta doutrinária, devendo ser acessada exclusivamente pelas normas da razão, tanto nas metodologia especulativas, quanto nas apologéticas. Ambas, porém, subjugadas ao mesmo princípio de uma razão estreita. Nesse caso o Real nomeado Deus não é mais que um objeto descritível.  Assim se defendemos um propósito que não veicula afirmação que fizemos, queremos indicar como sendo totalmente irreal, sem nenhuma conotação do que nós defendemos como Real; para depois o que a teologia tem por visão desta realidade.  Quando ocorre a manipulação do Real, o concreto perde seu sentido afirmativo, deixando obstruído todo os argumentos que podem defender os seus próprios princípios que apontem para todos os pensamentos e afirmações que deduzimos como sendo Real.
     

       O desafio que estamos tendo é de assumir um posicionamento coerente e absoluto do Real, sabendo qual posição tomar, em toda sua extensão, para que tenhamos coerência em uma afirmativa ou defesa do concreto em sua extensão latente do Real; precisamos ter um comportamento sem conveniências ou deduções que nos preenchem ou consolidam o nosso pensar e não o que a teologia tem por Real sustentada nas Escrituras. Sagradas. Pois assim iremos desenvolver um contexto de posições e perspectivas que associam e pautam nossas convicções que podemos afirmar e confirmar como sendo o Real, sendo o que a teologia endossa em sua extensão para credibilizar como o Real. Vindo assim a sustentar o Real em toda sua estrutura de plausibilidade e argumentação. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

DESAFIOS DA TEOLOGIA - P/1

A desafiante tarefa teológica consiste, portanto, em contribuir no processo de discernimento das experiências efetivamente feitas por homens e mulheres dentro de seus mais variados lugares culturais. Essa contribuição, contudo, não o será em toda a sua espessura se não for realizada a partir de dentro mesmo dos mundos onde habitam esses e essas que são os verdadeiros protagonistas da recepção da presença divina.

A moldura epistemológica necessária para contornar esse cenário teológico e existencial deve compor-se de uma sensibilidade adequada a tal cenário. Urge, portanto, uma superação de molduras que tão bem enquadraram cenários passados, mas que agora só fazem distorcer a percepção do horizonte novo que se apresenta. Uma nova racionalidade que possibilite à teologia ler nas experiências humanas, experiências de Deus. A teologia seus processos são deslocados para o interior das comunidades, onde não interessam tanto formulações teóricas sobre a fé, mas, antes, narrativas de experiências da presença de Deus veiculadas por sinais e símbolos próprios de tais universos. Vindo a ficar notório e explicito as intervenções de Deus no coletivo e pessoal, onde a comunidade e sociedade é impactada pelo seu agir, indo além do descrito e discutido pela teologia em sua tarefa de avaliar, ponderar e descrever as ações de Deus em suas esferas. 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

CIÊNCIA SEM MANIPULAÇÃO SOCIAL. 

(Morrin, 2005) diz, “os poderes criados pela atividade científica escapam totalmente aos próprios cientistas. Esse poder, em migalhas no nível da investigação, encontra-se reconcentrado no nível dos poderes econômicos e políticos”.  Isto indica que a cientificação não está sendo totalmente   controlada e conduzida pelos cientistas; mas a ação cientifica é manipulada totalmente pelo sistema que rege a sociedade, assim a ciência se torna objeto e não pesquisa. Pois quando é pesquisa vai possuir a interferência e processamento do cientista que projeta, formula, averigua, avalia e depois de passar por todos os crivos científicos, ainda a coloca sobre analise de um conselho cientifico para poder validar a pesquisa e conseguinte o produto cientifico. Mas se a política e a economia interferem, deduzido e manipulando os conceitos e produções do cientista, não se pode conquistar e alcançar um sucesso cientifico e nem se ter uma ciência com qualidade. 

        A política não pode ser manipuladora, pois é um sistema público onde todos tem o seu valor, polis é sociedade, convívio, organização e organismo; porém sem repressão. É necessário que a política e economia em uma sociedade, sejam integradoras e não frustradoras dos projetos de expansão cientifica da educação e sociedade. Quando a ciência está livre para ser processada e estudada, como   um produto hipotético e muitas vezes indecifrável, temos a liberdade de expandir a intelectualidade em uma sociedade. Sociabilizar na ciência é propor pesquisas que superem os espaços ditos normais, e ouse inovar na formulação do projeto em pauta ou pesquisado. As influências externas robotizam a ciência, não dimensionam mas a restringem. Com isto o cientista não pode deixar ser manipulado, por aqueles que no seus interesses a querem conduzir, ciência não é objeto manipulável mas sim livre para ser desenvolvida com eficácia.


sábado, 12 de julho de 2014

A CULTURA NA PERCEPÇÃO DE SUCHODOLSKI

     Neste escrito vamos refletir Suchodolski, em sua concepção de cultura, o qual considera “a plena realização do homem”; acrescentando ser ela o desabrochamento da humanidade inteira. Sucholdoski ainda vai dizer que o sentido próprio da cultura é o valor, a participação e a responsabilidade entre a educação e a cultura.   Assim a cultura não está limitada a um contexto ou povo, em um sentido antropológico, mas se torna o contexto de manifestações e aspirações indicadoras e promovedoras da existência humana em seu ambiente social.
     Cultura não está reduzida somente as artes que exalam inspiradas nas veias do povo em suas manifestações, mas sim o valor, que identifica as expressões de uma sociedade. Sendo assim permite a participação do povo com suas aspirações em cada ação cultural; providenciando uma interação global do Ser em seu habitat.
     A educação em seu sentido formativo, instrucional e qualificativo; tem na cultura o mapeamento de suas ações, nunca podemos considerar a educação conduzindo-se isoladamente; pois a cultura lhe permeia em todos os aspectos. O educar então é projetar a cultura numa conexão e elo com a sociedade, projetando não no aspecto privativo, mas captativo; porque a educação vai captar da cultura os elementos exteriores, declaradores do homem em cada uma de suas reações sociais coletivas e individuais. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

UMA VISÃO DA EPÍSTOLA DE TIAGO.

    

     Tiago ao escrever sua epistola esta relacionando uma serie de homilias com a proposta de uma lembrança da lei, enfatizar a maturidade cristã, as dimensões  e cosmovisões da vida cristã, que fica assinalado como ho trochostes geneseos ( todo o curso de sua vida). Assim Tiago filho de Alfeu vai se posicionando sobre como deve ser administrada a vida cristã. Com isto. O autor vai desenvolver em sua carta, orientações e exortações sobre as circunstancias vivenciadas na vida diária e como deve o cristão administrar.
       Seu enfoque teológico referente à fé e obras,  é pautado por sua defesa que a fé autentica deve ser evidenciada em obras; não sendo a favor de uma fé sem gerar ações que lhe marquem, empregadas no exercício da vida cristã. Assim inicia o seu debate teológico com o posicionamento de Paulo, pois Tiago vai defender a justificação pelas obras confrontando com a posição de justificação pela fé defendida por Paulo. Mas na verdade Paulo e Tiago estão falando de coisas diferentes; pois Paulo enfoca a justificação como declaração por Deus de nossa retidão e Tiago da demonstração da nossa retidão.  Tanto Paulo como Tiago está referindo-se a retidão do pecador diante de Deus, mas assim Paulo esta dando uma atenção a recepção dessa condição inicial; já Tiago ira verificar como esta condição é vindicada perante Deus no juízo. Assim não seria um debate teológico, que fica evidente, mas posicionamentos que tem enfoques diferentes, dentro do mesmo termo dikaioo ou justificar.
     A proposta desenvolvida em sua carta por Tiago, dentro de uma apologia a uma vida cristã fecunda, fica ressaltando por suas averbações dentro de temas como a “língua”, um membro que pode apagar ou incendiar, causando um beneficio para a vida ou contundente malefício. Tiago vai desenvolvendo em cada capitulo ou assunto tratado uma harmonização teológica; pautando em muitos pontos sobre o legalismo ao qual somos confrontados em muitas áreas. 

    A visão desta epistola para a Igreja tem um direcionamento tríplice, ou seja, condições para vida cristã produtiva; a religião e o legalismo, o cristão e seu envolvimento com a família, sociedade e Igreja. Portanto Tiago neste cinco capítulos prove os elementos que conceituam a atuação do cristão em todos os ambientes. 

domingo, 22 de junho de 2014

AUTONOMIA NA GESTÃO ESCOLAR

Tenho escrito ultimamente alguns textos mais direcionados na educação, pois mesmo este blog, tendo outro foco adoto a transdisciplinaridade. 

Por autonomia neste artigo quero dizer pela ação de liberdade de expressão, ou seja, todos tem o direito de expor suas ideias e propor mudanças, inclusive o corpo docente de desenvolver suas próprias metodologias e práticas pedagógicas.  A escola que através de sua gestão considera a autonomia, possibilita meios para que esta seja efetiva no espaço escolar; conduzindo os seus alunos e professores a pratica da problematização e criticidade dos conteúdos e métodos, fazendo sempre uma leitura e releitura dos espaços de suas ações para produzir uma educação contextualizada aos horizontes de sua efetivação social e educacional.

          A autonomia do aluno, deve ser valorizada pelo professor, como uma oportunidade de um confronto ideológico resultado desta dialética professor aluno. Corrêa (2006, p.151) considera os alunos como “treináveis” e sobre eles diz: “Os treináveis são os que podem ficar soltos, que tem liberdade de escolha e vontade própria, adequadas para o controle a céu aberto”. Nesta perspectiva o aluno não pode ser reprimido no espaço escolar e na sala de aula, suas ideias e posicionamentos devem ser ouvidos pelo professor, que deve por sua vez avaliar a dimensão destas ideologias construídas por seus alunos, não com censura, mas oportunizando-as para o dimensionamento do ensino, que foca no futuro dos seus alunos, lhes introduzindo a uma criticidade que não é anárquica mas progressista. Portanto a gestão escolar que prioriza está pratica, se mobiliza para ser cada vez mais receptiva e auditiva aos seus alunos.

            Sujeitos autônomos não causam o descontrole social e político como muito vezes defendem os governantes e gestores escolares, se soubermos controlar respeitando cada um seus espaços, todos podemos praticar uma manifestação autônoma sem deseshienraquizar a estrutura escolar; desenvolvendo assim uma educação de qualidade. Carvalho (2013, p. 91) falando como ocorre está educação, diz: “para uns a “educação de qualidade” deve resultar na aquisição de diferentes “competências” que tornarão os alunos trabalhadores diligentes; para outros, líderes sindicais contestadores, cidadãos solidários ou empreendedores êxito, pessoas letradas ou consumidores conscientes”.  Como percebemos uma educação que prima pela qualidade vai propor e permitir nos seus espaços a autonomia, mesmo que para cada classe social a leitura e interpretação desta seja diferente, ela é construtiva e possibilita ao aluno, a conscientização de suas capacidades e podendo assim se descobrir.

            A didática com seus métodos, instrumentos e avaliações concede ao docente os caminhos para sua ação pedagógica. Estes não podem ser limitados e fixos a uma só visão, muitas vezes sendo somente a do professor e seu gestor, mas sim possuir uma autonomia em sua pratica docente, como propõe Demo sobre a função do professor (2012, p.85): “Função do professor, não é substituir o esforço, a iniciativa, a criatividade, o desafio dos estudantes, mas contribuir para sua realização com autoria e autonomia.”  O professor que permiti esta ação em sala de aula, não retêm o aluno, mas o estimula facilitando o processo de construção do saber, impulsionando seus alunos a ampliarem seus conhecimentos a partir de suas próprias ações, assim o professor vai ser um orientador do estudo que o aluno desenvolvera por seus próprios meios de aquisição e exploração do saber. Assim a metodologia e pratica pedagógica constrói alunos reflexivos e sujeitos críticos, prontos para novos desafios e realidades.
    A gestão escolar que ousa permitir e propor a efetivação da autonomia, irá sair do gabinete da direção, e estar convivendo com docentes e discentes dentro de suas realidades, ideais, culturas e sonhos. Pois só assim ira oportunizar o seu espaço escolar, como local de realizações de novas propostas e metodologias, para que a educação não seja presa a uma instituição, mas as realidades com que convive em sua interação social. A gestão não pode se sentir confrontada e até ameaçada, por perceber em sua escola manifestações de autonomia por parte do corpo docente e discente; mas acreditar que será uma oportunidade para o crescimento da escola, como centro de expansão intelectual e profissional da sociedade. 

terça-feira, 10 de junho de 2014


O SUCUMBIR DA RAZÃO

(Shaffer, 1977) “Através da Renascença, de Dante a Miguel Ângelo, gradualmente a natureza se fez mais inteiramente autônoma. Ela libertou-se de Deus à medida que os filósofos humanistas começaram a operar cada vez mais à vontade. Quando a Renascença chegou ao seu clímax, a natureza havia devorado a graça”. Declaração feita sobre o momento em que a razão na história da humanidade alcança o seu clímax, período da intelectualização mais notório, vindo a ser proclamado um culto ao saber. Com isto a ciência e as artes ocuparam grande espaço na sociedade, sendo as mandatarias do universo social, político e religioso deste período.  O academicismo surge como o maior expoente do Ser, tendo o intelectual como o mandatário das mais diversas áreas e segmentos da sociedade. Nesta época no século dezesseis a dezessete surge o movimento da reforma protestante, que vai nascer em meio a este ambiente, do culto ao saber, tendo a razão como o cerne dos ideais da humanidade.


        A razão causa um período onde a fé torna-se intelectualizada sendo defendida apenas em teses e não em pratica; mas os estímulos e desafios da reforma causam o crescimento da crença, gerando novas convicções, vindo a razão iniciar a ser superada. (Schaeffer,1977) declara: “A posição bíblica, acentuada pela Reforma, sustenta que nem a concepção platônica nem a humanista satisfaz. Primeiro, Deus fez o homem todo e está interessado na totalidade do ser humano. Segundo, quando se deu a Queda, fato histórico que ocorreu no tempo e no espaço, ela afetou o homem inteiro. Terceiro, à base da obra de Cristo como Salvador e mercê do conhecimento que temos na revelação das Escrituras, há redenção para o homem no seu todo”. Esta ênfase nos demonstra que a defesa bíblica, pautada pela reforma, vem modificar as reações e concepções da humanidade, afetando inclusive os centros acadêmicos, causando novos horizontes, retirando o destaque exclusivo da razão sobre a fé, vindo assim a iniciar o movimento que fortaleceria a fé, a dignificando em uma sociedade racional, que cultuava a razão. A razão assim começa a ser confrontada em muitos dos seus fundamentos, para que a fé, geradora de convicções eternas, permaneça para sempre, em todos os tempos, assim a rota social e mudada, os homens começam a enxergar novos horizontes além do saber. 

sábado, 31 de maio de 2014

O SAGRADO E O PROFANO NA SOCIEDADE.


(Eliade,1992) “O conceito do espaço homogêneo e a história desse conceito (pois foi adotado pelo pensamento filosófico e científico desde a Antiguidade) constituem um problema completamente diferente, que não abordaremos aqui. O que interessa à nossa investigação é a experiência do espaço tal como é vivida pelo homem não religioso, quer dizer, por um homem que recusa a sacralidade do mundo, que assume unicamente uma existência “profana”, purificada de toda pressuposição religiosa”.    Quando Eliade escreve esta declaração, vem a perceber as verdades propostas dentro da religiosidade vivida no início da década de noventa. Que aponta o profano com um rotulo, e o descaracteriza da sociedade o tornando o ópio; mas a sacralidade ao que defende e evidencia se preocupa com seu espaço e não oportuniza a sacralização da sociedade ao seu redor, porque pretende ser exclusiva em sua fé e defesas ideológicas. Mas na verdade o espaço social é homogêneo onde os dois extremos estão presentes, o sagrado e o profano; nesta circunstância social, ocorre a perca das identidades sociais, pois queremos definir a sociedade com nossos conceitos baseados em um extremo ou outro. Nos esquecendo assim do princípio sagrado para sociedade que é o amor o perdão, a convivência, porém sabendo que tem o compromisso de ser e agir sagradamente; pois é separado por Cristo para Ele, mas não excluído da sociedade e nem com o poder de se tornar opositor social daqueles que são contrários e profanam com suas ações nossas crenças. O sagrado precisa ser amor, e muitas vezes somos ódio e vingança; porque não compreendemos o importante para nossa vida que é sermos sociais em Cristo, para fazermos a diferença no espaço em que vivemos. Mas a profanação proposta pelo profano é constrangedora, inóspita e vulgar; querendo dessacralizar o mundo e a sociedade; por não entender que o universo é sagrado, pois ontologicamente e concretamente só existe a partir da manifestação e ação do Sagrado no Universo.  Assim a sociedade é o espaço deste confronto e conflito, onde as perspectivas e ideologias se divergem, mas acima de tudo preciso é estar reconhecendo que somos a manifestação do sagrado e o Universo a causa e o efeito de sua existência. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A ESSÊNCIA HUMANA E A SOCIABILIZAÇÃO. P/2


(Aquino 1977) Afere a seguinte declaração sobre a essência no sentido indetificatório do homem: Quando uma essência não se identifica totalmente com a coisa de que é essência, encontra-se nela algo de potência e algo de ato, pois a essência refere-se à coisa, de que é essência, como forma; assim como, por exemplo, a humanidade refere-se a homem. Assim podemos compreender que a humanização do Ser é defendida por Aquino, a partir de sua própria identificação como Ser ou criatura humana. A humanidade tem defendido o antropocentrismo e o humanismo, dentro da esfera ótica, da essência dotada de uma múltipla e plural intelectualidade. Seguindo este pressuposto muitos cientistas, filósofos e acadêmicos iniciam uma verificação do Ser, que lhe impõe e sobrepõe sobre todo o Universo como o dotado que possui todo conhecimento e capacidade.
          A proposta da defesa do homem em sua essência, erra quanto não observa e fundamenta suas pesquisas, priorizando o sentido de que o homem é segundo as Escrituras Sagradas, “imagem e semelhança de Deus”; e o Criador que é Deus está acima de todas as fontes do saber e do conhecimento, pois é em si próprio se substancializa e prima a essência de todo o saber e conhecimento; sendo Ele o centro e o fundamento de toda a sabedoria. Nisto então o saber e conhecimento humano, não é infinito e nem dotado em toda sua amplitude, pois é dependente da intervenção de Deus no homem, como sendo “imagem e semelhança” do seu Criador no caso Deus.
        A essência parte do pressuposto unitário da identificação do Ser, mas neste surge a pluralidade, nesta clausula e proposta; fica limitado quando se encontra com sua própria finitude. Surgindo seus vazios e limitações nas concepções do mundo a sua volta, que por mais que o especule e estude; não consegue dar a definição completa. Afinal o humano é finito em sua mente e intelecto, dependendo de uma identificação plena com Deus e dependência para que compreenda as razões e expansões de todas as coisas na humanidade e universo.