A carta à igreja de
Filipos é considerada a mais bela do
Novo Testamento. Ela transborda de alegria, generosidade e entusiasmo. Destacamos alguns pontos: Em
primeiro lugar, o autor da carta. O apóstolo Paulo, corajoso missionário,
ilustrado mestre, articulado apologista, estadista cristão e fundador da igreja
de Filipos, é o remetente da carta. Há abundantes evidências internas e externas
que provam conclusivamente que Paulo foi o autor dessa carta. Os pais da Igreja
primitiva Policarpo, Irineu, Clemente de Alexandria, Eusébio e outros afirmam a
autoria paulina dessa carta. Paulo recebeu uma refinada educação secular e
religiosa (At 22.3). Ele era um líder do
judaísmo na cidade de Jerusalém. Era um fariseu, ilustre membro do Sinédrio,
que deu seu voto para matar alguns seguidores de Cristo (At 26.5,10). Convertido a Cristo, foi destinado
como apóstolo aos gentios. Foi enviado pela igreja de Antioquia como missionário transcultural, e, na sua segunda
viagem missionária, esteve em Filipos, onde plantou a igreja. Dez anos depois, quando preso em Roma, escreveu a
carta à igreja de Filipos. Em segundo
lugar, onde e quando a carta foi escrita. Essa
é uma carta da prisão. Paulo esteve preso três vezes: em Filipos (At
16.23), em Jerusalém e Cesárea (At 21.27–23.31)
e finalmente em Roma (At 28.30,31), nesta última em duas etapas. Há evidências abundantes de que
Paulo escreveu de Roma, essa carta no final da sua primeira prisão. Três fatores parecem provar essa tese: Primeiro,
as demais cartas da prisão foram
escritas de Roma (Efésios, Colossenses, Filemom), onde Paulo passou mais tempo
em cativeiro. Segundo, em Filipenses 1.13 Paulo menciona a guarda pretoriana (o pretório). Terceiro, em
Filipenses 4.22 Paulo envia saudações
dos “da casa de César”, todos os que faziam
parte das lides domésticas do imperador. Werner de Boor afirma que quando essas três coisas – prisão,
pretorianos, casa de César – convergem, não faltam muitos argumentos para tomar a decisão a favor de “Roma”. Essa
carta foi escrita no final da primeira prisão em Roma, e não durante a segunda
prisão, visto que Paulo tem vívida
esperança de rever os Filipenses (1.19,25) e ainda desfrutava certa liberdade a
ponto de receber livremente seus visitantes (At 28.17-30). Paulo ficou preso em
Roma, nessa primeira reclusão, cerca de dois anos, aproximadamente nos anos 60
a 62 d.C. Ele escreveu a Carta aos Filipenses já no final de 61 d.C.
Evidentemente essa foi a última carta escrita no período dessa primeira prisão.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
A CONCEPÇÃO HARMÔNICA DO DIALOGO.
Martin
Buber esforça-se em propor uma saída para a crise em que se engolfa o homem
contemporâneo. A solução é, segundo ele, o estabelecimento sólido da
comunidade, a mais autêntica forma de organização social. Só a vida em
comunidade proporcionará os meios para uma existência melhor. Esta proposta
será o molde para todas as outras, tanto no campo social quanto político e
educacional. Tal proposta, não pode, no entanto, ser encarada como dogma.
"A comunidade, afirma Buber, quando surgir deve satisfazer não a um
conceito, mas a uma situação. A concretização da ideia de comunidade, como a
concretização de qualquer ideia não terá validade universal e permanente: ela
será sempre apenas, uma resposta do momento a uma questão do momento. O
dialogo proposto por Buber, vai alem do existencialismo Heidegeireano, por
possuir uma proposta de comunidade, onde o confronto ira resultar em
crescimento de uma concepção unificadora de pensamentos sobre o tema e não uma
dissensão. Buber prima pela harmonia, construção de circunstancias, que vão
alem do encontro entre dos seres para uma dialogo, pois pra este filosofo
comunidade o sentido social, tem um aspecto de compartilhamento de harmonias
onde surgirão crescimento a partir de propostas provenientes da trocas de idéias
construtivas e fraternais. O que produz uma sociedade mais humana, prospera e
que vive uma política para todos, pois tudo é discutido, com coerência. Na
conscientização popular coerente e debatida com ordem existe produtividade, e
gera harmonia, assim estamos sendo pacificadores e produtores de uma paz que só
poderá reinar quando todos dialogarem com consciência de que dialogo é para
compartilhar e na troca produzir mudanças pacificas.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
REFORMA E A SITUAÇÕES CONTROVERSAS DA ITÁLIA.
Há um interesse
especial ligado à história da Reforma na Itália, visto ser ali o centro do
catolicismo romano. Os italianos, em geral havia muito que tinham tido para o
papismo sentimentos parecidos com o desprezo, porque eram testemunhas
constantes da maldade pública na sua metrópole, e não podiam deixar de ver que
essa maldade tinha o seu centro no Vaticano. Há muito que andavam desgostosos
com o desregramento, a avidez, a ambição e a fraude que eram notórias na sua
cidade principal, e mais de um coração sincero suspirava por uma mudança muito
antes de ter começado a obra da Reforma. Por isso, logo que chegou à Itália a
notícia da colisão de Lutero com Tetzel, houve muitos ali que pediram ansiosamente
os escritos daquele. Alguns meses mais tarde o seu impressor em Basiléia
escrevia nos seguintes termos: "Blásio Salmónio, livreiro de Leipzig,
presenteou-me na feira de Francfort com alguns tratados compostos por si, os
quais, como eram aprovados por homens sábios, mandei imprimir imediatamente,
enviando seiscentas cópias para a França e a Espanha. Os meus amigos
asseguraram-me que esses escritos são vendidos em Paris, e lidos e aprovados
até pelos sorbo-nistas. Calvo, livreiro de Pávia, que é um sábio, e dedica-se
às musas, levou uma grande parte da impressão para a Itália..." Apesar do
terror reinante pelas bulas pontificais, e das atividades dos que velavam pela
sua execução, os escritos de Lutero, Melanchton, Zwínglio e Bucer continuaram
a circular e a ser lidos com prazer e avidez em várias partes da Itália. Alguns
foram traduzidos na língua italiana e, para escapar à vigilância dos
inquisidores, foram publicados debaixo de nomes fictícios. Este desejo de serem
lidos os seus escritos dava ânimo aos reformadores e não provinha de uma
curiosidade vã.
Durante mais de vinte anos pôde esta obra prosseguir sem grande oposição; no ano de 1542, porém, viram claramente em Roma que ela ia fazendo enfraquecer o papismo; e então a Inquisição recebeu ordens para usar de força contra os protestantes, e em breve viram-se as prisões atulhadas de vítimas.
Durante mais de vinte anos pôde esta obra prosseguir sem grande oposição; no ano de 1542, porém, viram claramente em Roma que ela ia fazendo enfraquecer o papismo; e então a Inquisição recebeu ordens para usar de força contra os protestantes, e em breve viram-se as prisões atulhadas de vítimas.
sábado, 25 de maio de 2013
ONDE DEVE ESTAR A CENTRALIDADE NA EDUCAÇÃO.
A centralidade não pode estar na escola nem nas suas práticas escolarizantes por sua incapacidade de lidar com essas expressões formativas que nela ingressam já subalternizadas aos tempos e espaços recortados de um cotidiano gradeado pelos currículos e operacionalizado pela didática. A transposição didática, centrada nos conceitos e nas lógicas dos rituais escolares e de seu arbitrário cultural, privilegia uma cultura letrada e cientificista como conteúdo relevante e a associa a uma organização de práticas escolares disciplinadoras que terminam por constranger e negar as vivências socioculturais dos que nela ingressam. Por isso, um dos eixos centrais da proposta da Escola Plural destaca a necessidade de construir percursos que contemplem a formação plena e plural dos educandos. Trata-se, entretanto, de não apenas partir do mundo da vida, para usarmos uma expressão da fenomenologia husserliana, pois ainda permaneceríamos presos à ideia de uma “transposição didática”, tão o gosto dos centros de interesse ou das ideias de motivação que orientam os debates em torno da polêmica inter/trans/multi que nomeiam os arranjos possíveis entre as disciplinas. Permanecer nesse registro é reiterar o conteúdo da crítica feita à escola. E a Escola Plural, assim como outras propostas de política educacional desenvolvidas em municípios que tiveram à frente administrações de caráter progressista, não se propôs a ser uma forma didática de organizar os conteúdos tratados na escola, ou uma atualização dos princípios atribuídos à escola nova. Tratar-se-ia de avançar na reconstituição de outras lógicas sistêmicas para as redes de educação e suas distintas unidades escolares, em que o sujeito coletivo ocuparia a centralidade das práticas educativas ensejadas pelos educadores, o que indicaria a necessidade de conectar saberes e conhecimentos que estão dispersos nas práticas sociais e são negados pelos conhecimentos hegemonizados e estabelecidos na escola. Esses conhecimentos, que se apresentam como neutros e universais, possuem sua validade estabelecida em um consenso que reflete um amplo espectro de posições que, em suas linhas gerais, não estão presentes apenas nas configurações legais que estruturam a Educação Básica, mas também nas concepções de formação de professores disseminadas nas associações de pesquisa e nos centros de excelência de produção do conhecimento científico; nas esferas de gestão dos sistemas de ensino premidos em suas decisões por resultados a curto prazo, nos quais qualidade se identifica com aquisição de habilidades escolares passíveis de mensuração; na própria opinião pública, que vê na escola seletiva o toque de Midas da mobilidade social. No contexto de implementação da Escola Plural nos deparamos com desafios que se distendiam em várias frentes, mas que tiveram como pano de fundo a dificuldade de alterar a estrutura rígida e segregadora da escola, que se materializa sobretudo na organização dos tempos, espaços, conteúdos disciplinares e rituais da escola. Num texto posterior ao período de implantação da Escola Plural, Miguel Arroyo (1999) sinalizou para um estilo de renovação pedagógica que começa por reconhecer a escola como lugar de práticas educativas a partir de uma visão positiva dos docentes e de suas práticas. Essa foi também a tônica adotada no livro Ofício de mestre (Arroyo, 2000). Ele afirma que nossa tradição pedagógica centrou a inovação na reforma de conteúdos e programas, deixando intocadas as estruturas, as relações escolares, os rituais e o tempo.
sábado, 18 de maio de 2013
A INCLUSÃO SOCIAL UMA REALIDADE A SER PENSADA
O processo histórico revela que o portador de deficiência mental, em decorrência de conceitos, classificações, avaliações e diagnósticos da própria deficiência foi sendo alvo da construção de um indivíduo sem perspectivas de vida, colocado e mantido à margem, excluído, por desviar-se do padrão de “normalidade” social. No entanto, hoje esta é uma visão ultrapassada e inclusão é a palavra-chave do momento quanto à perspectiva para a prática pedagógica na Educação Especial de portadores de necessidades educativas especiais. a inclusão surge como um desafio para os portadores de necessidades educativas especiais, como é o caso dos portadores de deficiência mental, mas é uma proposta que visa oferecer oportunidades educacionais adequadas a estes indivíduos, que ao longo dos anos vem sofrendo com o processo de exclusão social. A inclusão seria uma forma de respeitar a diversidade, o diferente, incluindo todos dentro do universo escolar e social. O que, no entanto, pressupõe uma escola e profissionais que sejam capazes de atender às suas especificidades, suas dificuldades, trabalhando suas limitações e habilidades. Mas, para tanto, o currículo escolar para alunos com deficiência mental deve seguir os seguintes objetivos: - reforço da formação geral; desenvolvimento de aptidões genéricas para a vida ativa e hábitos de trabalho; permitir ao aluno o máximo de desenvolvimento pessoal nas suas vertentes individual e social, respeitando o direito à diversidade; além de incidir nos aspectos físicos, afetivos e intelectuais de forma global, em cada momento evolutivo e em função dos diferentes contextos da vivência do aluno
domingo, 12 de maio de 2013
A REALIDADE DA TEOLOGIA ATUAL
A
teologia atual encontra-se em agitação e muitas incertezas, acarretadas pelas
controvérsias. Quando lancei a primeira edição deste livro em 1954, disse o
seguinte: “Há uma tendência no sentido de que os teólogos procurem fixar um
terreno intermediário, de modo que consigam harmonizar-se, fugindo aos
extremos.” Essa tendência veio a acentuar-se nos últimos anos da década de
1950. Tornou-se muito comum ouvir-se a confissão de pensadores neo-ortodoxos de
que tinham abandonado precipitadamente muitas verdades advogadas pelo
liberalismo, enquanto, por outro lado, alguns liberais começaram a falar com
certo entusiasmo a respeito das correções necessárias, já feitas pela
neo-ortodoxia. Os conservadores encontram intuições muito promissoras em ambos
os grupos acima referidos. Ainda nos primeiros anos da década de 1960, esses
excelentes indícios de bom entendimento conturbaram- se. Verificou-se, então,
que os teólogos voltaram à mania de se atacarem. Não se admite mais que os
teólogos insistam em acusar seus adversários de “heréticos”, mas é usual que
eles procurem diminuir a força dos argumentos adversários como sendo
“irrelevantes”.
Não
podemos, no espaço reservado para este nosso propósito, fazer mais do que
traçar um esboço muito rápido de algumas das tendências notáveis da teologia.
Ainda é cedo demais para saber qual delas venha a tornar-se na voz do futuro de
modo que devesse merecer aqui um tratamento condizente. Espera-se que o próprio
leitor se sinta inspirado a tomar em consideração as novas tendências,
estudando-as por si mesmo.
Atrás de
todas as recentes tendências da teologia, verifica-se o interesse profundo que
existe no sentido de que se procurem soluções para os graves problemas de nossa
época (por isso mesmo, o defeito de irrelevância vem a ser o mais odioso que se
pode atribuir a um teólogo qualquer). O leitor atento dos capítulos precedentes
compreenderá que isso não é coisa nova. Haveria alguém entre os teólogos já
estudados que não participasse desse interesse para com o que seja relevante?
Qual é, então, a novidade? Prevalece por toda parte atualmente a impressão de
que o mundo se encontra em estonteante processo de mudanças e que, por isso
mesmo, qualquer teologia ou igreja que se proponha a fazer-se ouvida há de
demonstrar-se com suficiente disposição de também mudar com vivacidade e
radicalmente
quarta-feira, 1 de maio de 2013
A NATUREZA
CONDICIONAL DO CONCERTO.
A natureza condicional do concerto oferecida pelo Senhor (Ex
19.4-6) e aceita pelo povo (19.8) esta evidente acima de qualquer duvida pela
forma do próprio texto do concerto. Este documento, que consiste de Êxodo 20.1
a 23.33, tem sido identificado, por muitos anos, como um texto de tratado. Atestados
por todo o antigo Oriente Próximo desde os tempos antigos acadianos até aos
neo-assirios. Mais particularmente, a forma Sinai tica assemelha-se a
documentos recuperados de Hatusa, capital do Novo Reino Hitita. Esses
documentos regulamentavam os negócios entre os diversos grandes reis hititas e
os aliados subordinados e dependentes. Segundo os documentos hititas, o texto
de Êxodo e seu material relacionado (especialmente Êxodo 24) contem seis
elementos indispensáveis que possibilitam a identificação da forma literária. O
padrão nestes tratados era uma declaração perambular inicial identificando as
partes envolvidas no arranjo do concerto e, nas versões hititas, utilizando termos
grandiloqüentes e exagerados em referencia ao rei. O preâmbulo no texto
bíblico. Êxodo 20.2a, uma declaração incomparavelmente sublime em sua
simplicidade. Tudo que diz .: “Eu sou o S e n
h o r , teu Deus”. Não há necessidade de amontoar
ditos superficiais e títulos de honra, pois a majestade e o poder infinito do
grande Rei são inerentes ao próprio nome do concerto e ao seu trabalho eletivo
e redentor a favor de Israel. Isto nos leva ao segundo elemento da forma de
concerto: o prólogo histórico. Consistia geralmente em um discurso prolongado
concernente a relação entre o soberano hitita e os seus antepassados e o
regente vassalo e os seus antepassados. Apresentava o primeiro como protetor
beneficente que agia desinteressadamente a favor do seu amigo mais fraco.
Enfatizava que a graça do protetor se estendia independente da perversidade e
infidelidade do vassalo. O prólogo tinha o propósito de estabelecer a base e a
estrutura histórica nas quais a relação de concerto era empreendida com
sucesso. A narrativa bíblica e, de novo, surpreendentemente concisa e direta ao
ponto: “Eu [...] te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Ex 20.2b).
Em contrapartida com a ladainha enfadonha e egoísta dos reis hititas esta a
afirmação majestosa da reivindicação do Senhor a iniciação e fidelidade do
concerto e Ele quem salvou o povo da escravidão irremediável e desesperadora ao
despotismo egípcio. E mais do que certo que tal rei estava qualificado para ser
e fazer tudo que o seu povo-servo exigisse. A terceira seção de um tratado
entre soberano e vassalo era a seção de estipulação, que, ocasionalmente era
subdividida entre um conjunto geral de exigências e um conjunto que traçava
exigências especificas e detalhadas. O ultimo grupo seria equivalente a emendas
ou explanações dos princípios expressos nas estipulações gerais. E o que ocorre
no modelo Sinai tico, pois Êxodo 20.3-17 (os “Dez Mandamentos”) contem as
clausulas de estipulação gerais, ao passo que Êxodo 20.22 a 23.33 (o “livro do
concerto”) corresponde a exposição detalhada ou seção de estipulação;
especifica. Esta distinção esta clara pela interrupção que ocorre no documento
entre Êxodo 20.17 e 20.23 e também pelos termos técnicos usados mais tarde para
descrever as respectivas partes. Êxodo 24.3 destaca que Moises disse ao povo
“todas as palavras do S e n h o
r e todos os estatutos”. “Palavras” . tradução; do
hebraico debarim, termo usado em outro lugar para descrever os Dez Mandamentos, ao
passo que “estatutos” e tradução de mispatim, regularmente usado; para
referir-se a estatutos especificos. Mais tarde, exploraremos a relação destas
duas seções estipuladas. A quarta divisão, que trata da provisão para o
deposito do documento e da leitura publica periódica, encontra-se fora do texto
do concerto do êxodo. Na realidade, são o deposito do texto e mencionado aqui.
Na versão deuteronomica também consta a exigência de leitura publica (Dt.
6.4-9). Vemos a importância de colocar o documento do concerto dentro do
Tabernaculo (e depois, no Templo), a residência terrena do Senhor, pelo fato de
a arca do concerto ser o primeiro item de “mobília” alistado nas instruções
para a construção do Tabernaculo (Ex 25.10-22). Era uma caixa de madeira de
acácia que servia de receptáculo para o texto do concerto sináitico e de trono
símbolo.
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TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO
sábado, 20 de abril de 2013
A
INTERVENÇÃO DA DIDÁTICA.
Ø A ação
do professor didática fundamental esta embasada numa estrutura que não separe
os fins pedagógicos dos fins sociais, assim o elo entre os fins pedagógicos e
os fins sociais deve ser implementado pela didática tomando-se como ponto de
referencia a Realidade social onde o ensino esta em desenvolvimento.
Isso instiga o professor a buscar um desvelamento da realidade, objetivando a
busca de uma pratica educacional mais significativa.
Ø O
ensino não é uma ação neutra, todo o ensino possui um conteúdo pedagógico
implícito, que abarca uma concepção de homem, de sociedade e de educação que é
à base de sua sustentação.
Ø A
didática fornece bases para que a ação educativa constitua-se como um momento
pedagógico processual, ou seja, a ação será sempre voltada para a realidade
circunstancial, não havendo mais tempo e espaço para uma ação educativa pautada
na repetição de técnicas de ensino. Cada situação do processo de ensino
aprendizagem é singular, precisando ser vista a partir de suas características.
Ø As atividades
pedagógicas, ao empreenderem processos de aprendizagem, organizam coletivos de
alunos que interagem entre si e com os professores, propiciando situações nas
quais valores e padrões de condutas são questionados, re-significados e
formulados. No entanto, as propostas pedagógicas não tomam, explicitamente,
essas situações como parte do processo pedagógico, e são pouco representativas
nas formulações curriculares no Brasil.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
DEWEY E A EDUCAÇÃO INFANTIL.
Dewey refletindo sobre a criança e sua educação afirma: a filosofia, só pode ser relevante, se
mantiver relação com o mundo. A criança se desenvolve,
a medida,em que ela possui uma vida social.A escola tem o papel de oferecer à criança, oportunidade de exprimir em suas atividades: a vida em comunidade. O êxito da educação depende da escola e dos educadores, pois são eles os responsáveis por estreitarem as relações entre
atividades instintivas da criança - interesses e experiências sociais, dessa
forma entendemos que quanto mais as crianças forem situadas ao ambiente em que
vivem, dentro das suas próprias realidades infantis, melhor será o crescimento extraído deste convívio social.O filósofo em questão, a partir de sua fé e
convicção em prol da democracia de uma sociedade e nação posiciona-se; mas este
tem uma concepção importante e primordial para a vida da criança quando declara: o jogo infantil é a expressão máxima da atividade espontânea da
criança e instrumento educativo, poderoso, capaz de propiciar a ligação vital
entre necessidades infantis de desenvolvimento e exigências sociais própria Não existe:
sociedade e vida humana, sem democracia. Dewey
defende a igualdade, em todos os sentidos e o respeito ao próximo, como também
aos ideais da sociedade.A religião é a oportunidade de a humanidade se unir e ter um entendimento amplo
do valor da vida, pois os valores devem ser praticados e defendidos pelos
homens, ao que declara: “Nossa é a responsabilidade de conservar,transmitir,
retificar e expandir a herança dos valores que recebemos para transmiti-la à posteridade mais sólida.”Ao
estudar sobre a teoria da evolução de Darwin, surge a concepção mais aguçada sobre a Vida, em seu
sentido biológico, entendendo assim como o homem se adapta ao meio em que vive, e
a importância desta adaptação para que se possa viver neste meio, nasce então:“planos
de ação”.A
educação tem efeito democrático quando: o indivíduo tem consciência do social, relaciona-se com a realidade do meio em que vive, participa, intervêm e forma
opinião. A criança ao participar socialmente forma-se: culturalmente,
intelectualmente e profissionalmente.A criança
precisa ser estimulada a querer aprender, e a melhor forma é despertar o interesse a
partir da própria necessidade contextual.
terça-feira, 2 de abril de 2013
JESUS MAIOR QUE TODA A TEOLOGIA.
Quando pronunciamos o nome
Cristo não é o simples suporte verbal de uma realidade superior (o platonismo não
intervém aqui!). Trata-se, sob esse nome e sob esse título, da sua pessoa mesmo. Não de uma pessoa fortuita, de um "fato histórico
acidental" como entende Lessing, por exemplo. As verdades eternas da
razão, eis o tipo de fato histórico "acidental"! Assim, o nome de
Jesus Cristo não serve para designar um produto da história humana. Os homens sempre acreditaram
ter feito uma grande descoberta quando conseguiram demonstrar que Jesus Cristo
não podia deixar de ser o ponto culminante de toda história. Achado medíocre,
na verdade! Mesmo a história do povo de Israel não saberia se prestar a uma tal
demonstração. Certamente, a posteriori, é lícito e mesmo necessário
afirmar: nesse homem, nesse povo, a história se realizou ... ; mas ela o
fez seguindo uma linha absolutamente nova e escandalosa do
ponto de vista dos fatos históricos! Loucura para os gregos, escândalo para os
judeus! (1 Co 1.23) Enfim, o nome de Jesus Cristo não esconde um postulado do
homem, não designa o produto de seus desejos mais nobres nem o tipo de redentor
criado pela sua inquietude. O homem nem é capaz de reconhecer por si mesmo sua
inquietude e seu pecado. É-lhe necessário primeiro conhecer Jesus Cristo: é em
sua luz que nós vemos a luz que nos revela nossas próprias trevas. Todo
conhecimento que mereça esse nome, segundo a fé cristã, provém do conhecimento
de Jesus Cristo. Assim toda a teologia se resume em JESUS CRISTO, não tendo
argumento maior que a ação de Cristo na história, do ministério que a própria
história não tem argumentos definidos para poder decifrar e narrar em toda sua
essência e expressividade. A fé esta nele, o amor é proveniente dele, a paz
pertence a Ele, a salvação em toda sua extensão esta fixa nele, a eternidade é
Ele para sempre conosco em toda sua viva manifestação. Portanto a teologia esta
a mercê da existência de Cristo, e sem Jesus a teologia não é coerente e válida.
quinta-feira, 14 de março de 2013
EDUCANDO NA PERSPECTIVA DE MARTIN BUBER.
Nesta postagem quero falar
sobre o pensamento do Filósofo e Teólogo Martin Buber; que tinha por ênfase no
seu pensamento pedagógico sua luta pela Paz, defendida quando morava Na
Alemanha, em um período considerado escuro para a perseguição religiosa. Buber
vai retomar a dialética Socrática e valorizar a interação do Eu e Tu, como um
caminho para o entendimento e compreensão entre as sociedades e os povos. Sua
concepção de educação vai ser educar para a comunidade; ou seja, precisamos
educar para que o educando inicie o processo de retribuição na sua própria sociedade,
sendo um cidadão causador de mudanças positivas. o
processo educativo deve privilegiar a conversa e a cooperação entre as
crianças. Para ele, saber se relacionar é mais importante do que ser
individualmente bem-sucedido. Assim a educação proposta por Buber, é a
que no contato e dialogo professor e aluno, vai se construindo uma educação que
beneficia a comunidade. Assim
podemos perceber que para Buber, o
caminho para a educação é deixar-se guiar pela própria realidade, tendo um
posicionamento que, mesmo suave, deve ser firme, pelo compromisso de revelar o
que é certo e o que é errado. Sendo uma educação transformadora, que conscientiza
que o aluno deve ser um cidadão socializado, produtor de ações inovadoras que
causem a unidade e a harmonia entre as pessoas. Nesta perspectiva este filosofo
parte da meta educacional como
sendo a integralidade do ser humano, propondo a constituição de um ser pleno que busque sempre
a totalidade em todos os aspectos de sua vida, pois somente assim ele pode fazer de sua
existência algo realmente autêntico, uma existência fundada no diálogo, na relação com
o outro
sábado, 23 de fevereiro de 2013
A DISLEXIA TEOLÓGICA
A
dislexia é mais freqüentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da
decodificação das palavras, sendo assim o disléxico possui dificuldade em
entender o som das vogais e pronuncia-las corretamente. Existem pretensos teólogos,
que possuem uma pratica disléxica na interpretação e abordagem, pois não
conseguem apreender o verdadeiro sentido do termo e sua proposta; fazendo uma
exegese contraditória a realidade da terminologia,vindo a deturpar o texto e o
assunto. Não se pode fazer e compor um argumento teológico sem coerência e
conscientização, e conceituar como teologia; como muitos fazem, praticando
assim uma dislexia teológica. Se não conhece o termo e a proposta nata da
palavra em toda sua abrangência, vai ter dificuldades em pronunciar uma
concepção coerente e precisa sobre o termo, causando diversas heresias
produzidas por uma descaracterização da palavra. Tenho visto muitos intérpretes
deficientes em suas abordagens, pois são fixos em suas ideologias limitadas e
ricas de tradições, não possuindo uma autonomia e sustentabilidade teológica em
sua execução da interpretação e defesa de um texto e proposta teológica.
Teologia não pode surgir de revolta, contradição e suposição; mas sim de uma
visão centrada na proposta que esta contida no texto e nos termos que o compõem,
para se ter assim uma fundamentação e
segurança em suas declarações. Muitas incontinências teológicas surgem de não
ter o interprete e exegeta familiaridade linguística e cultural ao assunto
abordado e defendido. Precisamos vencer a esses atropelos, produzindo teologia
segura, coerente e conscientizadora.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
PLATÃO EM SEUS PRIMEIROS DIÁLOGOS.
Platão em seus primeiros diálogos, os da "fase socrática" , já se buscava algo de idêntico e uno que estaria por trás das múltiplas maneiras de se entender conceitos como "temperança" ou "coragem". Mas esse mesmo que existiria em diversas coisas não era ainda uma entidade metafísica, algo que existisse em si e por si. No Eutífron é que as palavras idéia e eidos aparecem empregadas, pela primeira vez, numa acepção propriamente platônica. Ambas aquelas palavras são derivadas de um verbo cujo significado é "ver" e têm, assim, como acepção originária, a de "forma visível" (primariamente no sentido de "formato" ou "figura"). Ao que parece, já estavam integradas ao vocabulário dos pitagóricos, com o sentido de modelo geométrico ou figura. Nos diálogos da primeira fase, que parecem reproduzir as conversações do próprio Sócrates, a procura do mesmo, além de ficar restrita à busca de um denominador comum no nível da significação das palavras, limitava-se a debates sobre questões morais. Esses debates não eram conclusivos: deixavam os problemas enriquecidos e revoltos, com isso denunciando a fragilidade ou a parcialidade dos pontos de vista confrontados. Ao chegar a esse ponto, a dialética socrática podia dar-se por satisfeita, na medida em que seu objetivo seria o dramático embate das consciências, condição para o autoconhecimento. Já em Platão a partir da fase do Fédon a dialética vai progressivamente perdendo o interesse humano imediato e a dramaticidade, para se converter, cada vez com mais apoio em recursos matemáticos, num método impessoal e teórico, que visa aos próprios problemas e não apenas à sondagem da consciência dos interlocutores. Torna-se uma pesquisa das interligações entre as idéias, chegando, na fase final do platonismo, a ser considerada um tipo de "metrética" ou arte das medidas e das proporções.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
AS INIMIZADES NO CONTEXTO
ISRAELENSE.
No que se refere a Israel, o AT de fato contém respostas
para a pergunta pelo distanciamento em relação a pessoas e grupos de pessoas
estranhas e pela ligação com as aparentadas ou afins. Trata-se, porém, de
respostas que outra coisa não era de se esperar estão revestidas pelo manto da
saga ou do extrato de saga na forma de notas e listas. Faz parte da essência da
saga reduzir e retratar simplificadamente desdobramentos e constelações
históricos complicados. Por isso as afirmações que Israel faz de si mesmo sobre
esse tema se apresentam como afirmações sobre as relações de parentesco, de
amizade e de inimizade de seus pais. O caminho percorrido pela tradição da saga
é o seguinte: cada grupo de pessoas, cada povo, cada comunidade humana, seja lá
que características tiver inclusive o próprio Israel é feito remontar a um ou
mais ancestrais fictícios. Se tiverem o nome do grupo que representam, esses
patriarcas se chamam epônimos. Esse procedimento oferece a possibilidade de
apresentar o parentesco dos povos e das comunidades entre si e suas distinções
de outros na forma de genealogias dos ancestrais e de narrá-los em sagas de amizades
e inimizades dos pais. Por trás disso
está o pensamento genealógico, profundamente enraizado na Antigüidade, em
especial na Antigüidade oriental: o interesse de compreender e de representar
plasticamente as macro-relações humanas em analogia às micro-relações humanas.
Trata-se de um enfoque micro-cósmico do macrocosmo do mundo das nações e das
pessoas, uma redução ingênua e irrefletida da multiplicidade de fenômenos e
processos históricos. Sobre o modo de pensar dos povos do Oriente Antigo, e com
isso também sobre o de Israel, pesa a obrigatoriedade da associação das
famílias e dos clãs. Ela determina sua consciência e faz com que acontecimentos
históricos complicados apareçam de forma simples como reprodução, amizade e
inimizade. Com
isto notamos as divergências políticas, sociais e religiosas, que existem entre
Israel e as Nações vizinhas, muitas vezes são causas históricas, fatores
herdados pelas ações que ficaram registradas pelas interações no transcurso da
jornada de Israel desde seus contatos externos com os povos de o circundam. O
que ocorre hoje envolve fatores que mesmo com sentidos políticos, são
históricos e estão dentro da esfera dos micros e macros cosmos dos povos que
Israel convive.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
RESSURREIÇÃO DO CORPO.
Após termos falado sobre a morte eterna, em sequencia convém falarmos sobre a ressurreição do corpo é de importância central para a mensagem
escatológica bíblica. A Bíblia, ao contrário, ensina que Deus criou o homem corpo e
alma, e que homem não é completo sem o seu corpo. Tanto a encarnação como a
ressurreição corporal de Cristo provam que o corpo não é mau, mas sim bom.
Porque Cristo ressuscitou dos mortos, todos os que são de Cristo também
ressuscitarão com corpos glorificados. Embora aqueles que morreram em Cristo
desfrutem agora de uma felicidade provisória, durante o estado intermediário,
sua felicidade não será completa até que seus corpos tenham sido ressuscitados
dentre os mortos. A ressurreição do corpo, portanto, é uma doutrina
singularmente cristã. Antes de discutirmos a natureza da ressurreição, temos de nos
ocupar com a questão do tempo da ressurreição. Já vimos que tanto os
pré-milenistas históricos como os dispensacionalistas separam a ressurreição dos
crentes da dos incrédulos por um espaço de mil anos. Todos os pré-milenistas
ensinam que a ressurreição dos crentes acontecerá no princípio do milênio,
enquanto que ressurreição dos incrédulos ocorrerá no final do milênio. Os
dispensacionalistas acrescentam mais duas ressurreições além dessas: a
ressurreição dos santos da tribulação, ao final da tribulação de sete anos, e a
ressurreição dos santos do milênio no final do milênio. Uma das mais notáveis passagens do Antigo Testamento, que
tratam da ressurreição dos mortos, é Daniel 12.2: “Muitos dos que dormem no ó
da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror
eterno”. Observe que a passagem menciona a ressurreição dos justos e a dos
ímpios simultaneamente, sem qualquer indicação de que a ressurreição destes
dois grupos deva ser separada por um longo período de tempo. São muito claras, sobre este assunto, as palavras de Jesus
encontradas em João 5.28,29: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em
que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz [do Filho do homem] e
sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que
tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”. Aqui igualmente
encontramos a ressurreição dos crentes e a ressurreição dos incrédulos
mencionadas conjuntamente. É dito especificamente por Jesus: “vem a hora em que
todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão”. A implicação
clara isto parece ser a de que, num tempo específico e determinado, aqui
denominado “a hora” vindoura, todos os que estiverem em seus túmulos ouvirão a
voz de Cristo e serão ressuscitados dos mortos. Não há aqui nenhuma indicação
de que Jesus pretenda ensinar que um período extremamente longo de tempo
separará a ressurreição para a vida da ressurreição para o juízo.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
A ESPERANÇA CRISTÃ P-3
MORTE ETERNA
MORTE ETERNA
É conhecida e denominada Biblicamente
de segunda morte, uma separação total da presença de Deus como esta mencionado
em Apocalipses 2.11,20.6 e 14,21.8;
podemos considerar como a posição final dos perdidos como cita Paulo em
Fp.3.19. A morte eterna é apresentada em
paralelo com os seguintes termos e acontecimentos: Geena de fogo (Mt.18.9) ou
lago de fogo,fogo inextinguível (Mc.9.43 e 48),pranto e ranger de dentes
(Mt.13.42),verme que não morre ( Mc.9.48). Estes termos e expressões identificam
o final dos ímpios, uma total separação de Deus e aflição, angustia tormento,
pavor e agonia eterna; porém vivos fisicamente, sofrendo todas essas situações e
estados em vida física no inferno. A morte não pode ser tomado corretamente, nem o inferno é
o lugar de tormento, por demônios e espíritos amaldiçoados; uma vez que é o
lago de fogo, para então o sentido seria, o inferno é lançado no inferno, mas
nem por isso o diabo se entende, que tem o poder da morte, e é o príncipe do
inferno, se não fosse que o elenco dele para este lago é mencionado antes em (Ap.20.10) ou denota a destruição e a abolição da
morte e da sepultura, que a partir de agora eles não deve ter mais poder sobre
os homens, nem tem qualquer sob seu domínio, e em suas mãos, e assim o que foi
prometido será agora totalmente realizada, (Os.13:14) ver (Ap. 21:04) , ou melhor os ímpios mortos, que devem ter entregue, e
será julgado e condenado à morte eterna, (Ap. 20:13) esta é a segunda morte, ou a destruição do corpo e alma
no inferno, que consistirá em uma eterna separação de ambos a partir de Deus, e
em um contínuo senso de sua ira e descontentamento. A cópia Alexandrina e a edição
Complutense ler, "esta é a segunda morte no lago de fogo", e assim a
versão em árabe, "e esta é a segunda morte, mesmo no lago de fogo", e
não muito diferente é a versão Etíope, "a segunda morte, que é o fogo do
inferno". Na próxima postagem continuo falando sobre o que esta reservado
para os justos, a nossa viva esperança.
domingo, 30 de dezembro de 2012
ESPERANÇA CRISTÃ. P-2
MORTE
Quando estamos
falando sobre esta temática que iniciamos a esperança temos que visualizar a
perspectiva escatológica, pois assim que é vista e estudada a esperança no
contexto teológico. Mas o que trata a escatologia, que vai focar sobre a esperança do cristão? A escatologia
tem um lugar importante na construção de uma teleologia cristã. Vários assuntos,
tais como a ressurreição, vida depois da morte, céu e inferno, e a volta de
Cristo fazem parte desta área de estudo. Podemos definir a escatologia como o
estudo das últimas coisas. O estudo da escatologia é dividido em duas partes.
Primeiro, é o estudo da escatologia individual ou pessoal, ou seja, o destino
eterno dos seres humanos e dos anjos. Isso inclui a morte, o estado
intermediário, a ressurreição, o juízo final e inferno e céu. Então começamos
falando sobre a morte, um assunto para muitos temível, para escatologia visto
desta forma: As Escrituras afirmam que todos morrem (Rm.5.12), e que uma pessoa
só morre uma vez (Hb 9.27). A primeira nos lembra que os avanços na medicina
não mudarão nada. Qual a percentagem do povo morre? Todos! Pastores e cristãos
não devem ficar envergonhados ou intimidados pelos médicos. Eles podem nos ajudar,
claro; mas nossa ajuda maior e nossa esperança real está no Senhor, que tem as
chaves da morte (Ap 1.18). Podemos enumerar três formas, quase três estágios da
morte. A primeira e a mais importante morte é a morte espiritual. É a primeira,
porque aconteceu primeiro na história e em cada vida individual. Em Gn 2.17,
Deus disse que “no dia em que dele comeres, certamente morrerás.” Alguns pensam
que o significado é a certeza do significado, e não necessariamente a
proximidade. Adão ficou mortal quando ele comeu, mas morreu muitos anos depois.
Acho que Adão ficou mortal quando comeu, mas creio também que ele morreu espiritualmente
naquele mesmo dia, naquele momento. O pecado fez separação entre Deus e Adão, e
esta separação é a essência da morte espiritual.
A segunda forma é a morte física. Como a morte
espiritual é separação de Deus, a morte física é separação do corpo do
espírito, ou a parte material da parte imaterial. A visão hebraica é que uma
pessoa é a união de duas partes. Não devem ser separadas. Mas na morte, a Bíblia
diz que “o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu”
(Ecl 12.7). A morte física é esta separação, esta dissolução das coisas que
devem ficar juntos, inseparáveis, que também indica que a morte não foi a
vontade original de Deus para o homem, mas o resultado do pecado.
A terceira é a morte eterna, ou a segunda morte (Ap 2.11;
20.14), em que o estado do homem é fixado para sempre. Então, podemos dizer que
para a morte espiritual, a cura é a regeneração, para a morte física, a cura é
a ressurreição do corpo; mas para a morte eterna, não há cura. E sobre esta que
estaremos direcionando nossos estudos escatológicos a partir da próxima postagem.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
A ESPERANÇA CRISTÃ. (P.1)
Enquanto os ateus e pagãos,não concordam com a ressurreição do corpo,nos vivemos esta viva esperança. Corpo na Bíblia é simplesmente o homem; homem, além disto, sob o signo do pecado, homem caído. Para este homem é dito "Tu ressuscitarás': Ressurreição significa não a continuação desta vida, mas sua conclusão. Para este homem um "Sim" é dito onde a sombra da morte não pode alcançar. Na ressurreição, nossa vida está envolvida, nós, homens como somos e estamos situados. Nós ressuscitaremos, ninguém mais tomará nosso lugar. "Seremos transformados" (lCo 15); isto não quer dizer que uma vida diferente se inicia, mas "o corruptível se revestirá de incorruptibilidade e o mortal de imortalidade". Então será manifesto que "a morte foi tragada pela vitória". Portanto, a esperança cristã afeta nossa vida como um todo: as nossas vidas serão completadas. Esta que foi semeada em desonra e fraqueza ressuscitará em glória e poder. A esperança cristã não nos conduz para longe desta vida; pelo contrário, é a revelação da verdade na qual Deus vê nossa vida. É o triunfo sobre a morte, mas não um vôo para o Além. A realidade desta vida está envolvida. A escatologia, corretamente entendida, é a coisa mais prática que pode ser considerada. Nela, a luz cai sobre nossas vidas. Esperamos por esta luz. "Nós te oferecemos esperança", disse Goethe. Talvez até ele mesmo sabia desta luz. A mensagem cristã, em toda medida, de modo confiante e confortante, proclama esperança nesta luz. É verdade que não podemos nos conceder ou persuadir de que temos esta esperança de que nossa vida será
Enquanto os ateus e pagãos,não concordam com a ressurreição do corpo,nos vivemos esta viva esperança. Corpo na Bíblia é simplesmente o homem; homem, além disto, sob o signo do pecado, homem caído. Para este homem é dito "Tu ressuscitarás': Ressurreição significa não a continuação desta vida, mas sua conclusão. Para este homem um "Sim" é dito onde a sombra da morte não pode alcançar. Na ressurreição, nossa vida está envolvida, nós, homens como somos e estamos situados. Nós ressuscitaremos, ninguém mais tomará nosso lugar. "Seremos transformados" (lCo 15); isto não quer dizer que uma vida diferente se inicia, mas "o corruptível se revestirá de incorruptibilidade e o mortal de imortalidade". Então será manifesto que "a morte foi tragada pela vitória". Portanto, a esperança cristã afeta nossa vida como um todo: as nossas vidas serão completadas. Esta que foi semeada em desonra e fraqueza ressuscitará em glória e poder. A esperança cristã não nos conduz para longe desta vida; pelo contrário, é a revelação da verdade na qual Deus vê nossa vida. É o triunfo sobre a morte, mas não um vôo para o Além. A realidade desta vida está envolvida. A escatologia, corretamente entendida, é a coisa mais prática que pode ser considerada. Nela, a luz cai sobre nossas vidas. Esperamos por esta luz. "Nós te oferecemos esperança", disse Goethe. Talvez até ele mesmo sabia desta luz. A mensagem cristã, em toda medida, de modo confiante e confortante, proclama esperança nesta luz. É verdade que não podemos nos conceder ou persuadir de que temos esta esperança de que nossa vida será
concluída. Ela
deve ser crida, apesar da morte.
O homem que não conhece o que é a morte também não conhece o que é a
ressurreição. É
necessário
o testemunho do Espírito Santo, o testemunho da Palavra de Deus proclamada e
ouvida na Escritura, o testemunho do Jesus Cristo ressurreto, a fim de que se
creia que haverá luz e que esta luz completará nossa vida incompleta. O
Espírito Santo, que fala a nós na Escritura, nos ensina que podemos viver esta grande
esperança.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
A DIALÉTICA GERADORA DE MUDANÇAS DE ENGELS E k.MARX.(3º.p)
MARX E ENGELS PROPONENTES DO COMUNISMO.
Marx e Engels submetem a uma
profunda critica não só aos jovens hegelianos, mas também ao sistema filosófico
de que nascera essa tendência, pois defendia que o inimigo mais efetivo do
materialismo na Alemanha era o idealismo especulativo, que representava a
realidade de uma forma deturpada. Pois o que primava a ideologia destes dois filósofos
era uma liberdade, que atacava o sistema dominante que estava implacável na
Alemanha e Inglaterra, com isto estes dois filósofos queriam a absorção social
do comunismo, onde os operários seriam beneficiados. Engels denunciava a filantropia hipócrita dos
burgueses alemães e a pratica da caridade e das esmolas de pataco, humilhantes
para os operários. Estava sendo proposta uma revolução social, uma quebra de paradigmas onde a economia fixa só na classe dominante teria uma oscilação,
vindo a perder sua força, tendo que abrir espaço e valorizar os pequenos empresários
e a classe operaria que passaria a ter sua participação no mundo econômico. As
paginas dos livros escritos por Engels possuem criticas constantes contra o
capitalismo e defesa ao movimento operário, pois este filosofo se torna o
primeiro dos partidários do comunismo a notar a grande importância dos
sindicatos e das greves econômicas na defesa dos interesses vitais dos operários,
propondo sempre caminhos e ideais para uma sociedade com a participação de
todos na mesma intensidade, sem exclusão da classe operaria, mas com
representação desta classe junto ao governo, tendo assim voz ativa nas decisões
sociais e políticas. Uma nova concepção de mundo material, uma transformação política
para este momento, o que causava uma ideologia vital para aceitação do
comunismo propondo uma discussão e rejeição na Europa materialista do momento,
é neste momento que se começa as rejeições a este sistema político, pois é
implantado em meio a conflitos sociais, o que começa a causar incertezas em
suas procedências.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
A
DIALÉTICA GERADORA DE MUDANÇAS DE ENGELS E k.MARX.
P.2
O CONTRIBUTO DIALÉTICO DE ENGELS A CRISE ECONÔMICA.
Continuando a falar da
dialética engeliana e marxista, cito que Engels foi o primeiro dos socialistas
á aplicar em uma forma magistral, o método dialético relacionado a analise das
relações econômicas da sociedade burguesa; nos seus confrontos ao sistema sócio
econômico da Europa em seu tempo. As abordagens egelianas vai se apoiar as
criticas feitas de forma incisiva pelos socialistas utópicos, mas indo mais
avante completando estas posições, a teses e postulações teóricas com
conclusões independentes, vindo assim a fortalecer teoricamente todo o processo
defendido por estes socialistas utópicos em suas defesas e refutações ao
sistema. Engels vai assim desenvolver a frente a ideia de interligação e mutuo condicionamento dialéticos entre a
concorrência e o monopólio; esta sua defesa e tese é proposta de forma notável
e contundente, vindo assim indicar a sua propensão como conciliador e
aglutinador de ideais que propõem um confrontação redentora para as classes que
estão envolvidas no processo, afim de denunciar os abusos, como da propriedade
privada e a concorrência que vão conduzir a centralização do capital, causando
assim a miséria das massas populares e as crises freqüentes. Com isto o seu
contributo é visto como ameaçador e perigoso aos propósitos da burguesia, mas
em contraponto como um rumo novo que esta sendo defendido, um sistema político
econômico, observador e defensor do povo, uma proposta socialista que se
identifique com os que são explorados, pelo mercantilismo deste período da
política Européia. Os ideais de uma sociedade precisam ser coesos e terem uma
hegemonia corporativa e unificadora. Assim
Engels em sua proposta dialética, vai defender uma economia que visualize o
povo, as massas que são rejeitadas quando o projeto é criado e executado.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
A
DIALÉTICA GERADORA DE MUDANÇAS DE ENGELS E k.MARX.
P.1
“A dialética é o
pensamento da contradição, uma afirmação é ultrapassada por sua negação e esta
por sua vez, pela negação da negação, isso é uma nova afirmação. Esse movimento
é peculiar, cada momento de dialética e da história ao mesmo tempo ultrapassa o
anterior e o conserva, o proletariado, por exemplo, tem sua origem no
desmantelamento da servidão medieval”.
Matos, Olgária
Esta definição de
dialética dentre as muitas que já vi mais me interessou, pois vai enfocar a
contradição e discordância, surgindo assim o confronto ideológico, que vai unir
em uma ascensão as idéias que se convergirem pro mesmo propósito. Como o caso
de Engels que é um amigo pessoal de Karl Marx, vindo os dois a desenvolver uma
dialética política, onde a pessoa do Vassalo e do Proletário são colocadas em
evidencia, e assim na proposta afirmada que depois dos confrontos surge a
negação, vão tomar corpo as propostas filosóficas e políticas para a mudança de
um sistema que estava fixo e monopolizado na Europa, no período destes dois filósofos.
Engels vai fomentar ainda mais sua dialética, a apartir de discordâncias da
dialética de Hegel, que é seu contemporâneo, mesmo que a posições políticas
hegelianas sejam mais conservadoras vão contribuir para Engels aplicar às
idéias fundamentais da dialética hegeliana a vida social. A dialética evidenciada dos debates destes
filósofos neste período é inovadora, para a sociedade do tempo deles, estão nas
suas contradições escrevendo uma nova Europa, em seu sistema de política
trabalhista. Assim vemos o quanto é contributiva a visualização que surge das
realidades sociais em uma dialética que o fim ultimo, será a construção de um
novo tempo, neste caso foi o da liberdade e da oportunidade de respirar uma
esperança para os proletários, com as propostas políticas soltas no ar por
Engels e Marx.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
LIBERALISMO E MODERNISMO - P.2
Continuando a abordar sobre o liberalismo e suas perspectivas, agora iremos ver sobre as influencias da razão. As
intuições que ocorrem ao homem e à razão se constituem nos melhores indícios
através dos quais podemos nos informar sobre a natureza de Deus. A mente deve
conservar-se aberta a todas as verdades, não importando a procedência delas.
Isso quer dizer que os liberais se propõem a manter a mente livre de
preconceitos; nenhum problema lhes parece vedado ao meticuloso exame da razão.
O surgimento de fatos novos poderá sempre concorrer para que se modifiquem as
convicções consagradas pelos costumes e pelo tempo. Os liberais procuram
devassar o desconhecido, possuídos que estão da profunda convicção de que
qualquer verdade que surja será inevitavelmente uma verdade Divina. Animados
desse espírito, os liberais aceitam cordialmente as conclusões da alta crítica
bíblica e a teoria da evolução. Recusam-se a admitir uma religião que tenha
medo da verdade ou que procure se proteger das investigações da crítica.Torna-se
evidente que, na medida em que alguém se mantém liberal com base no método que
adota, as conclusões prováveis poderão ser diametralmente opostas. Não é coisa
inimaginável, por exemplo, que alguém possa obedecer a esse método liberal e
chegar à adoção de uma teologia bem parecida com a conservadora. Entretanto, o
liberalismo foi associado a certas conclusões, tanto quanto com o método
descrito, de modo que, uma vez que temos de continuar a análise da escola, é
necessário que examinemos algumas das aludidas conclusões.Subjazendo
ao liberalismo teológico tal como veio a proliferar nos primeiros vinte e cinco
anos deste século, encontra-se a influência da filosofia do Idealismo Absoluto,
originária de Hegel e de Lotze, mas reinterpretada na América do Norte por
Josiah Royce. O Idealismo Absoluto tem suas bases na idéia de que, se o homem
pode crer no próprio conhecimento, será imprescindível supor a existência de
uma estrutura racional do universo fora dos domínios de sua mente. As
faculdades da razão humana, sua lógica e suas suposições apriorísticas só
poderão funcionar para nos dar conhecimento do mundo se admitirmos que o mundo
obedece a princípios correspondentes. Em outras palavras, podemos depositar
confiança em nossa mente somente na medida em que possamos admitir que o mundo
também expressa uma mente ou razão. O idealismo veio, portanto, a interpretar
toda realidade como evidência da razão ou mente divina. Por outro lado, o
Idealismo se tornou logo muito bem visto pelos cristãos pelo fato de sugerir
excelentes meios de ataque contra todas as formas de filosofia materialista.Alguns
idealistas, como Hegel e Royce, fizeram com que a terminologia cristã se
tornasse parte inerente do sistema por eles defendido. Todavia, para esses
homens, as doutrinas cristãs não passariam de símbolos de verdades racionais de
que os homens são portadores. Assim pensando, por exemplo, afirmavam que o
conceito da divindade de Jesus seria somente uma enunciação simbólica do fato
de que todos os homens trazem consigo um aspecto divino em sua natureza. O
conceito básico da Bíblia, que consiste em demonstrar que Deus tem se revelado
a si mesmo através de certos acontecimentos pertinentes da história, foi
considerado pelos idealistas como noção ingênua e pré-filosófica.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
LIBERALISMO E MODERNISMO O CONFRONTO A ORTODOXIA. p/1
Os
termos “liberalismo” ou “modernismo” são de difícil definição. Primeiro, porque
era coisa muito comum, durante os conflitos assinalados entre fundamentalistas
e liberais, sempre que alguém não fosse fundamentalista, automaticamente ser
posto no rol dos liberais ou modernistas. Os dois termos são empregados como
sinônimos, embora não tenham faltado tentativas de diferenciá-los. Um outro
problema associado às tentativas de definição é o fato de que o liberalismo é,
por sua própria natureza, de tal ordem, que muitas posições podem estar
contidas em seu escopo.
Apesar
de suas variedades, o liberalismo assumiu, na opinião de grande parte de seus
defensores dos primeiros anos do século, o significado de uma reconstrução do
cristianismo ortodoxo. Não obstante o fato de que os fundamentalistas
considerassem os liberais como verdadeiros subversores da fé, os liberais se
tinham a si mesmos como salvadores da essência do cristianismo. No entender dos
liberais, eram os fundamentalistas que estavam levando o cristianismo a perder
sua influência, pela insistência que faziam em mantê-lo em moldes envelhecidos,
fazendo-o impossível de ser aceito por pessoas inteligentes. Típica da atitude
dos liberais era a declaração muito difundida, feita por Fosdick, de que, para
ele, o problema não estava na enunciação de uma nova ou de uma velha teologia,
pois o problema real era o de ter-se uma nova teologia ou não se ter nenhuma
teologia.
Para
que possamos entender o liberalismo, temos de saber de que nele se encontram
dois elementos. Há, antes de qualquer coisa, as considerações relacionadas com
o método próprio do liberalismo, isto é, o método que significa a capacidade
conferida aos liberais de, provavelmente, chegar a conclusões diversas. Em
adição a isso, deve-se considerar a existência de certo acervo de pensamentos
que se vêm acumulando e que é típico dos liberais.
O
método do liberalismo inclui uma tentativa de modernizar a teologia cristã.
Alegam os liberais que o mundo tem passado por mudanças radicais desde quando
foram elaborados as primeiras confissões de fé da cristandade; isso faz com que
elas assumam feição arcaica e destituída de realidade ao homem atual. Temos,
então, de repensar o cristianismo de modo que ele seja expresso em formas
mentais inteligíveis ao mundo de nossos dias. Fosdik costumava dizer que temos
de expressar a essência do cristianismo, suas “experiências permanentes”, mas
não é legítimo procurar identificar essas experiências com as categorias
transitórias nas quais foram expressas no passado. Por exemplo, diz Fosdick,
uma das experiências permanentes do cristianismo tem sido a convicção de que
Deus triunfará definitivamente sobre o mal. Essa convicção tem sido retratada,
tradicionalmente, mediante a categoria do Segundo Advento de Cristo nas nuvens
para destruir as forças do mal e estabelecer o domínio do bem. Já não podemos
manter essa categoria antiquada, mas podemos ainda crer na verdade que se
procurava exprimir através da antiga maneira de se dizer. Podemos continuar
trabalhando sob a convicção de que, mediante a dedicação de seus seguidores
desprendidos, Deus se encontra no presente empenhado na edificação de seu Reino
e de que haverá uma renovação proposta à nossa vida individual e social,
visando a que toda conduta se conforme à vontade divina. A essência da fé fica,
portanto, estabelecida, diz Fosdick, mesmo que a forma de enunciação na qual se
encontrava revestida seja abandonada como coisa ultrapassada.Na próxima postagem estarei prosseguindo o assunto e o concluindo
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