sexta-feira, 3 de outubro de 2014

DANIEL O PROFETA

      
       O profeta bíblico foi o porta-voz de Deus, falando em nome de Deus para o seu povo de seus dias (ver Êxodo 4:15, 16; 7 :. 1, 2). Frase profética Clássica "assim diz o Senhor" incluído palavras de bênção para a obediência e julgamento para o pecado e rebelião (ver Deut. Bênçãos e maldições 28 dada por Moisés, o protótipo do clássico Profeta). Assim, a profecia tem duas abordagens: o presente, "esta idade" e do futuro ", em que dia" (ver Amós 5:18, onde "o dia do Senhor" é o juízo iminente sobre Israel por Assíria. Contudo, em 9:11 "on" a salvação escatológica de Israel). Muitas vezes, um julgamento histórico iminente era um tipo, ou um prelúdio para a intervenção escatológica do Senhor. Os dois aspectos do propósito redentor de Deus juntou. Assim, Daniel olhou para o grande inimigo escatológico, Antíoco Epifânio (11, 3), como um prelúdio para o redentor dia escatológico. Embora o estilo apocalíptico é uma profecia de uma natureza diferente, manifesta claramente a soberania de Deus sobre o futuro. Ao mesmo tempo, devido a um conhecimento detalhado do futuro estão seladas, as formas de expressão destes são independentes do presente. Portanto, o povo de Deus em  tempos de crise pode aplicar as verdades contidas na profecia a sua própria crise existencial, até que o Senhor vem! 

       Quanto à relação de Daniel 1-6 com os livros proféticos de Jeremias e Ezequiel: (1) vêm da mesma época e interpretam os mesmos eventos; (2) ter uma abordagem teológica semelhante como proclamações de eventos futuros que estão sujeitas a uma interpretação de acontecimentos contemporâneos foram feitas; (3) Daniel não foi encontrado em frases dos outros dois recursos como "Senhor o disse" ou "me veio da parte do Senhor." Daniel foi um estadista com sabedoria e dons proféticos (dos sábios). 

     Quanto à literatura de sabedoria, Daniel era a personificação da sabedoria (ver Eze 28: 3): (. 1.750 aC) (1) Daniel e Joseph foram superiores aos sábios do Egito e da Babilônia, instrumentos de Deus para atender seu objetivo global; (2) Job indica [p 405] que o saber sábio e siga o propósito de Deus em sua vida; (3) Provérbios personifica a sabedoria; (4) Eclesiastes ensina que a sabedoria em Israel e na lei do Senhor eram idênticas; (5) A profecia e sabedoria encontro de Daniel.


         Daniel era de linhagem real, ou, pelo menos, da nobreza israelita (1, 3). Ele cresceu na atmosfera do grande avivamento religioso do rei Josias que também era o tempo do ministério no início do profeta Jeremias. Levados cativos para a Babilônia, Daniel segurou sua fidelidade em todas as circunstâncias. É um novo tipo de profeta falava por Deus para ser um estatístico profissional. Deus não se limitou à sua palavra foi entregue apenas por meio de profetas profissionais. Nenhum profeta tradicional de Israel poderia ter funcionado nas cortes de Babilônia e na Pérsia; No entanto, Daniel foi capaz de fazer, já que ele sabia que os costumes deles, tanto quanto o caminho do Senhor. O segredo do seu sucesso é, em grande parte devido à sua dedicação total a Deus. Poderia servir o rei com integridade, mas, em primeiro lugar, sua lealdade era Deus. Ele ousou ser diferente, apesar de consequências. Hoje, Deus continua a chamar pessoas como Daniel para atendê-lo em um mundo pagão!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

JUDA E O CATIVEIRO BABILÔNICO

       Os judeus foram levados para a Babilônia eram políticos, líderes religiosos e intelectuais do país. Todos estes foram selecionados para a deportação.  Em Jeremias 52, é implícito que havia três deportações e do número de homens foi 4,600; talvez neste grupo não inclui as mulheres. O número de deportados aparentemente, não era grande, mas é, obviamente, mais pessoas representante do país, começando com o rei Zedequias que foi feita entre os cativos.  O destino do povo levados em cativeiro parece ter sido extremamente grave.  Eles foram localizados no sul da Mesopotâmia, não muito longe da própria Babilônia, e não se dispersaram entre a população local, mas estabeleceu-se em instalações próprias (Eze. 3:15).  As pessoas em cativeiro, ele foi autorizado a construir casas, se envolver na agricultura (Jer.  20: 5 Ss), e, aparentemente, fazer uma qualquer forma que poderia viver. Les foi autorizado a juntar-se e continuar algum tipo de vida da comunidade. 
       As pessoas em cativeiro autorizado a realizar atividades religiosas. Ezequiel foi o profeta de maior peso durante o exílio, e fez as pessoas para analisar e refletir sobre o porquê Eu estava em cativeiro. As principais lições aprendidas pessoas, a fé é purificado monoteísmo no Senhor e purificada. Exílio, embora fosse uma escola difícil, tudo de qualquer forma foi uma grande escola.  A vila não foi totalmente confinado à sua liquidação, tinha comunicação com os babilônios e aparentemente Israel não era uma nação desprezado pelos babilônios mas apreciado, especialmente por suas músicas para o Senhor (Sl. 137).  O futuro era esperado que os exilados voltar à sua pátria. Esta esperança nunca morreu e latente que essa esperança se manteve contribuíram os profetas, especialmente Jeremias e Ezequiel. A possibilidade do retorno veio com o desaparecimento de Nabucodonosor porque com os sucessores de Nabucodonosor, o poder da Babilônia declinou rapidamente. Faltando estabilidade interna, finalmente, o Império Babilônico foi derrotado e destruído, aparecendo na história, um povo novo, os persas e com eles uma nova política de dominação mundial.
           A queda do Império Babilônico foi um evento de grande gravidade na história.  Ela durou cerca de 80 anos. Sua política de dominação e subjugação foi menos cruel do que a dos assírios, mas ainda permaneceu uma regra rígida.  Foi dada a possibilidade do retorno de Israel à sua terra para o aparecimento de Ciro, o persa, que se levantaram contra os medos, sempre na mesma Mesopotâmia.  Ciro fez uma carreira de sucesso, primeiro submetendo os medos.

       Na Babilônia os sucessores de Nabucodonosor incomodado com medo, buscando aliança com o Egito e Era inútil Líbia, mas. Podemos imaginar como os eventos mundiais para desfavorável babilônios abanou fortemente as esperanças do povo de Israel para o cativeiro. Fé em Jeová foi intensificada porque, apesar do cativeiro poderia perceber que o Senhor dirigiu e eventos da história e do mundo controlada. Isto é visto na profecia de Jeremias, Ezequiel, e nos últimos capítulos de Isaías, que apontam para Cyrus como o servo  Yahweh e indicando que as pessoas iriam retornar à sua terra (Is 44:28, 45 1). A sua estadia em cativeiro é um parêntese, estavam com boa razão, mas agora foi o momento para voltar para a terra prometida, segundo a promessa do Senhor de que havia  abandonou o seu povo e também de acordo com o desejo do povo (Salmo. 126). Babilônia caiu aos persas, Ciro deixou nesta cidade como seu filho Cambises  representante. A cidade e todo o império babilônico estavam sob sua autoridade

sábado, 27 de setembro de 2014

MEU NOVO PROJETO CIENTIFICO

Todos sabem de minha dedicação e pesquisas na área da educação, no contexto pedagógico Brasileiro estamos beneficamente influenciados positivamente por Paulo Freire, mas quem o influenciou? Foi o filosofo Polonês Suchodolski,  que tornou-se uma das referências de Paulo Freire, que o reconhecia como o “último humanista do século”. De fato, o pensador polonês teve influência direta no pensamento do educador brasileiro. Isso é percebido tanto pela presença de suas ideias no campo da pedagogia libertadora, no Brasil, quanto pelo fecundo diálogo que estabeleceu com Freire em encontros e correspondências. 
 Assim eu pretendo desenvolver uma série de pesquisas sobre este pensador dentro da ótica de seus escritos. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

   
       O MITO COSMOGÔNICO  EM ELIADE

      É o mito cosmogônico que relata o surgimento do Cosmos. Na Babilônia, no decurso da cerimônia akitu, que se desenrolava nos últimos dias do ano e nos primeiros dias do Ano Novo, recitava se solenemente o “Poema da Criação”, o Enuma-elish. Pela recitação ritual, reatualizava-se o combate entre Marduk e o monstro marinho Tiamat, que tivera lugar ab origine e que pusera fim ao Caos pela vitória final do deus. Marduk criara o Cosmos com o corpo retalhado de Tiamat e criara o homem com o sangue do demônio Kingu, principal aliado de Tiamat. A prova de que essa comemoração da criação era efetivamente uma reatualização do ato cosmogônico encontra-se tanto nos rituais como nas fórmulas pronunciadas no decurso da cerimônia.


     Com efeito, o combate entre Tiamat e Marduk era imitado por uma luta entre os dois grupos de figurantes, cerimonial que se repete entre os hititas, enquadrado sempre no cenário dramático do Ano Novo, entre os egípcios e em Ras Shamra. A luta entre os dois grupos de figurantes repetia a passagem do Caos ao Cosmos, atualizava a cosmogonia. O acontecimento mítico tornava a ser presente. “Que ele possa continuar a vencer Tiamat e abreviar seus dias!”, exclamava o oficiante. O combate, a vitória e a Criação tinham lugar naquele mesmo instante,  Visto que o Ano Novo é uma reatualização da cosmogonia, implica uma retomada do Tempo em seus primórdios, quer dizer, a restauração do Tempo primordial, do Tempo “puro”, aquele que existia no momento da Criação. É por essa razão que, por ocasião do Ano Novo, se procede a “purificações” e à expulsão dos pecados, dos demônios ou simplesmente de um bode expiatório. Pois não se trata apenas da cessação efetiva de um certo intervalo temporal e do início de um outro intervalo (como imagina, por exemplo, um homem moderno), mas também da abolição do ano passado e do tempo decorrido. Este é, aliás, o sentido das purificações rituais: uma combustão, uma anulação dos pecados e das faltas do indivíduo e da comunidade como um todo, e não uma simples “purificação”.


   O Tempo de origem por excelência é o Tempo da cosmogonia, o instante em que apareceu a mais   vasta realidade, o Mundo. É por essa razão que a cosmogonia serve de modelo exemplar a toda “criação”, a toda espécie de “fazer”. É pela mesma razão que o Tempo cosmogônico serve de modelo a todos os Tempos sagrados: porque, se o Tempo sagrado é aquele em que os deuses se manifestaram e criaram, é evidente que a mais completa manifestação divina e a mais gigantesca criação é a Criação do Mundo.


   

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O PACTO PELA CONCEPÇÃO REFORMADA

Quando falamos desse pacto entre o Pai e o Filho, estamos falando da vontade do Pai e da disposição do Filho em realizar todas as cousas propostas por Deus para a salvação do pecador. Não deve ser esquecido que a Trindade toda participa deste pacto, pois Is 48.16-17 dá a entender que o Espirito Santo também é enviado do Pai para realizar a Sua vontade neste mundo, juntamente com o Filho. Contudo, é mais comum dos textos a idéia de um pacto onde o Filho e o Pai são as partes contratantes mais expoentes. O próprio Jesus Cristo falou que o Pai entrou em pacto com ele, embora as nossas traduções não deixem a idéia clara. Veja o texto de Lc 22.29 "Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio." No grego, contudo, a idéia é diferente. A palavra traduzida como "confiou e o verbo que significa "entrar num pacto". O verbo grego é diati/qemai de onde vem a palavra "pacto" – diaqh/kh. Deus pactuou com Cristo para lhe dar um reino, e nós somos parte desse reino, portanto, parte da herança que Deus deu a Cristo. Deus, ante a incapacidade do homem de expiar os seus próprios pecados, fez um pacto com Cristo de salvar alguns membros da raça caída em Adão. O próprio Deus, na pessoa de Seu Filho, compromete-se a realizar e tornar eficaz esse pacto. O Filho seria o Mediador, a vítima expiatória, o resgate e o Salvador dos beneficiários históricos do pacto.
O Pai e o Filho tomam a decisão comum de salvar criaturas caídas. O Pai seria o representante da Trindade e o Filho o representante dos caídos, mas eleitos.
A Escritura mostra de maneira inequívoca que o Filho veio ao mundo para realizar uma tarefa que o Pai lhe havia entregue, uma obra em favor dos homens, realizando a vontade de Seu Pai.
Vejamos a análise de alguns textos:
Is 48.16-17 - "Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isto vem acontecendo tenho estado lá. Agora o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito. Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar."
Estas palavras são como que colocadas nos lábios de Cristo, como fizeram outros escritores do VT. O Verbo é eterno. Num tempo quando ainda não havia tempo, a Trindade entabulou um acordo. Desse acordo surgiu a decisão de enviar o Filho para a Redenção do pecador e o Espírito para aplicá-la. Por isso que é dito que «o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito." O Filho e o Espírito são enviados ao mundo para cumprir um propósito redentor da Divindade. O texto diz que essas pessoas são enviadas, o que indica um acordo prévio entre elas.
Jo 5.30 – ―Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma porque ouço, julgo. O meu juízo é justo porque não procuro a minha própria vontade, e, sim, a daquele que me enviou.‖
É claro deste verso que Jesus veio ao mundo a mandado de Seu Pai, e para realizar a vontade de Seu Pai. Voluntariamente Ele submeteu-se à vontade dAquele a quem Ele sempre foi submisso como Filho. Mas essa submissão indica que Eles tiveram um acordo antes de haver história. Cristo foi enviado pelo Pai como produto de um pacto, como veremos adiante.
JO 6.38-40 – ―Porque eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.‖
Estes três versos recebem a mesma tônica dos dois anteriores, onde Cristo revela claramente a sua decisão de obedecer ao seu Pai, que o havia enviado ao mundo. A idéia de obedecer aqui deixa clara a idéia de um acordo anterior. Note que, antes dele vir ao mundo, ele havia recebido do Pai um número definido de pessoas pelas quais ele veio morrer. E o mandato do Pai era para que Ele não perdesse nenhum deles. Cristo veio para cumprir essa vontade de seu Pai, que foi produto de um acordo prévio entre ambos, no seio da Divindade. Estas mesmas idéias podem ser encontradas em Jo 8.29; 17. 3,4,6,8,18,21; Hb 10.7-10

sábado, 13 de setembro de 2014




HOMENAGEM PELOS CAPÍTULOS QUE ESCREVI EM DOIS LIVROS ACADÊMICOS DOS CURSOS DE DIÁCONOS E PRESBÍTEROS DO IMP.









quarta-feira, 10 de setembro de 2014

SEIS TENDÊNCIAS POSITIVAS DO AVIVAMENTO FINAL

O maior avivamento e derramamento do Espírito Santo na história precederão a Segunda Vinda de Jesus. Neste avivamento, o Espírito Santo manifestará os milagres (sinais e maravilhas) do livro de Atos e do livro do Êxodo, porém combinados e multiplicados numa escala mundial, o que resultará nas 6 tendências positivas descritas a seguir.

Primeira tendênciaA Igreja será vitoriosa e cheia da glória de Deus (Ef 4:13; 5:26-27; Mt 16:18; Jo 17:21-26; At 2:17-21; Ap 7:9; 12:11; 15:2; 19:7-8; 22:17). A Igreja será pura e sem mácula, pois terá um estilo de vida do Sermão do Monte (Mt 5-7).

Segunda tendência – A Igreja experimentará unidade, e receberá a bênção ordenada pelo Senhor.

Terceira tendência – A grande colheita de almas poderá alcançar, possivelmente, 1 bilhão de pessoas (Mt 24:14; Ap 5:9; 14:6).

Quarta tendência – A salvação de Israel acontecerá à medida que a Igreja provoca ciúmes em Israel, permanecendo firme ao seu lado durante a grande aflição e operando no poder de Deus (Rm 11:12-15, 25-26). Neste momento a Igreja estará madura e obedecerá à liderança de Jesus na posição de permanência ao lado de Israel (Mt 25:31-46).

Quinta tendência – O espírito da profecia operará ativamente na Igreja de forma poderosa, será derramado sobre todos os cristãos. (At 2:17; Jr 31:9; 23:20; Dn 11:33-35; Is 26:9; Ap 11:3-6; 18:20; Mt 17:11; Ml 4:6)

Sexta tendência – O paradigma da noiva do Reino de Deus será estabelecido na Igreja no mundo inteiro. Pela primeira vez na história, o Espírito Santo enfatizará universalmente a nossa identidade espiritual como a Noiva de Jesus. Esta nova perspectiva produzirá, como resultado, cristãos cativados em amor por Jesus e desejosos para encontrarem com Ele, o Deus Noivo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

.      
      SECULARISMO RELIGIOSO


     O secularismo é sinônimo de mundanismo e todo seu espectro anticristão, que sempre procurou invadir a comunidade cristã durante toda História da Igreja.
        Precisamos entender que a Igreja do Senhor Jesus foi chamada do mundo para constituir à parte do mundo o povo de Deus. A Igreja tem uma tarefa no mundo, mas não pode assumir a forma do mundo, sob pena de perder sua singularidade e identidade como comunidade luz e sal da terra. O grande desafio a nós imposto nesses últimos dias é mantermo-nos como “nação santa, sacerdócio real de Deus”, inseridos na realidade de nosso mundo contemporâneo, sem, contudo, nos descaracterizarmos como Igreja de Cristo. Estarmos no mundo, sem mundanizarmo-nos. Este é, certamente, um grande desafio que temos que encarar, pois a secularização e os seus males estão estendendo os seus tentáculos e atingindo muitos seguimentos da fé evangélica, de tal forma que muitas denominações não se parecem mais cristãs. Portanto, urge que atentemos para esse perigo que ameaça invadir a Igreja de Cristo, e o rejeitemos como algo alheio e incompatível com a proposta de fé que recebemos no Evangelho.

         I - O QUE É SECULARISMO RELIGIOSO?

             1.1 - Quanto à definição, a palavra vem do latin: Saeculum, e significa tudo aquilo que pertence a uma era;
             1.2 - No Novo Testamento o termo, AIÔN tem o sentido de século, era. Refere-se ao presente sistema do mundo forjado contra os valores de Deus e o Seu reino;
             1.3 - É o mundo ou sistema instituído conforme os ditames malignos - I Jo. 5.19;
             1.4 - Quem domina sobre esse sistema do mal é satanás, o príncipe deste mundo - Jo. 12.31; 14.30;16.11;
             1.5 - Esta presente era é a esfera de influência do diabo - I Jo. 4.4;
             1.6 - No sentido mais geral secularismo refere-se a tudo aquilo que pertence à maneira de viver deste mundo, em oposição à maneira de viver do mundo vindouro;
             1.7 - O secularismo religioso acontece na Igreja quando ela permite que o sistema ideológico do mundo e sua filosofia de vida relativista, determinem os valores e comportamento dos crentes. Portanto, mundanismo é o pecado de permitir que os apetites, as ambições ou a conduta de um crente sejam moldados conforme os valores do mundo - I Jo. 2.16,17.

domingo, 3 de agosto de 2014

Desafios da Teologia- P/2

      

           SUSTENTAR O REAL.

      
      A teologia cristã quando se propõe nomear o Real a partir de Jesus não pode, sob pena de perder completamente, decair num esquema racionalista de sujeito/objeto. Se fizer isso a teologia tratará a revelação somente como pauta doutrinária, devendo ser acessada exclusivamente pelas normas da razão, tanto nas metodologia especulativas, quanto nas apologéticas. Ambas, porém, subjugadas ao mesmo princípio de uma razão estreita. Nesse caso o Real nomeado Deus não é mais que um objeto descritível.  Assim se defendemos um propósito que não veicula afirmação que fizemos, queremos indicar como sendo totalmente irreal, sem nenhuma conotação do que nós defendemos como Real; para depois o que a teologia tem por visão desta realidade.  Quando ocorre a manipulação do Real, o concreto perde seu sentido afirmativo, deixando obstruído todo os argumentos que podem defender os seus próprios princípios que apontem para todos os pensamentos e afirmações que deduzimos como sendo Real.
     

       O desafio que estamos tendo é de assumir um posicionamento coerente e absoluto do Real, sabendo qual posição tomar, em toda sua extensão, para que tenhamos coerência em uma afirmativa ou defesa do concreto em sua extensão latente do Real; precisamos ter um comportamento sem conveniências ou deduções que nos preenchem ou consolidam o nosso pensar e não o que a teologia tem por Real sustentada nas Escrituras. Sagradas. Pois assim iremos desenvolver um contexto de posições e perspectivas que associam e pautam nossas convicções que podemos afirmar e confirmar como sendo o Real, sendo o que a teologia endossa em sua extensão para credibilizar como o Real. Vindo assim a sustentar o Real em toda sua estrutura de plausibilidade e argumentação. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

DESAFIOS DA TEOLOGIA - P/1

A desafiante tarefa teológica consiste, portanto, em contribuir no processo de discernimento das experiências efetivamente feitas por homens e mulheres dentro de seus mais variados lugares culturais. Essa contribuição, contudo, não o será em toda a sua espessura se não for realizada a partir de dentro mesmo dos mundos onde habitam esses e essas que são os verdadeiros protagonistas da recepção da presença divina.

A moldura epistemológica necessária para contornar esse cenário teológico e existencial deve compor-se de uma sensibilidade adequada a tal cenário. Urge, portanto, uma superação de molduras que tão bem enquadraram cenários passados, mas que agora só fazem distorcer a percepção do horizonte novo que se apresenta. Uma nova racionalidade que possibilite à teologia ler nas experiências humanas, experiências de Deus. A teologia seus processos são deslocados para o interior das comunidades, onde não interessam tanto formulações teóricas sobre a fé, mas, antes, narrativas de experiências da presença de Deus veiculadas por sinais e símbolos próprios de tais universos. Vindo a ficar notório e explicito as intervenções de Deus no coletivo e pessoal, onde a comunidade e sociedade é impactada pelo seu agir, indo além do descrito e discutido pela teologia em sua tarefa de avaliar, ponderar e descrever as ações de Deus em suas esferas. 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

CIÊNCIA SEM MANIPULAÇÃO SOCIAL. 

(Morrin, 2005) diz, “os poderes criados pela atividade científica escapam totalmente aos próprios cientistas. Esse poder, em migalhas no nível da investigação, encontra-se reconcentrado no nível dos poderes econômicos e políticos”.  Isto indica que a cientificação não está sendo totalmente   controlada e conduzida pelos cientistas; mas a ação cientifica é manipulada totalmente pelo sistema que rege a sociedade, assim a ciência se torna objeto e não pesquisa. Pois quando é pesquisa vai possuir a interferência e processamento do cientista que projeta, formula, averigua, avalia e depois de passar por todos os crivos científicos, ainda a coloca sobre analise de um conselho cientifico para poder validar a pesquisa e conseguinte o produto cientifico. Mas se a política e a economia interferem, deduzido e manipulando os conceitos e produções do cientista, não se pode conquistar e alcançar um sucesso cientifico e nem se ter uma ciência com qualidade. 

        A política não pode ser manipuladora, pois é um sistema público onde todos tem o seu valor, polis é sociedade, convívio, organização e organismo; porém sem repressão. É necessário que a política e economia em uma sociedade, sejam integradoras e não frustradoras dos projetos de expansão cientifica da educação e sociedade. Quando a ciência está livre para ser processada e estudada, como   um produto hipotético e muitas vezes indecifrável, temos a liberdade de expandir a intelectualidade em uma sociedade. Sociabilizar na ciência é propor pesquisas que superem os espaços ditos normais, e ouse inovar na formulação do projeto em pauta ou pesquisado. As influências externas robotizam a ciência, não dimensionam mas a restringem. Com isto o cientista não pode deixar ser manipulado, por aqueles que no seus interesses a querem conduzir, ciência não é objeto manipulável mas sim livre para ser desenvolvida com eficácia.


sábado, 12 de julho de 2014

A CULTURA NA PERCEPÇÃO DE SUCHODOLSKI

     Neste escrito vamos refletir Suchodolski, em sua concepção de cultura, o qual considera “a plena realização do homem”; acrescentando ser ela o desabrochamento da humanidade inteira. Sucholdoski ainda vai dizer que o sentido próprio da cultura é o valor, a participação e a responsabilidade entre a educação e a cultura.   Assim a cultura não está limitada a um contexto ou povo, em um sentido antropológico, mas se torna o contexto de manifestações e aspirações indicadoras e promovedoras da existência humana em seu ambiente social.
     Cultura não está reduzida somente as artes que exalam inspiradas nas veias do povo em suas manifestações, mas sim o valor, que identifica as expressões de uma sociedade. Sendo assim permite a participação do povo com suas aspirações em cada ação cultural; providenciando uma interação global do Ser em seu habitat.
     A educação em seu sentido formativo, instrucional e qualificativo; tem na cultura o mapeamento de suas ações, nunca podemos considerar a educação conduzindo-se isoladamente; pois a cultura lhe permeia em todos os aspectos. O educar então é projetar a cultura numa conexão e elo com a sociedade, projetando não no aspecto privativo, mas captativo; porque a educação vai captar da cultura os elementos exteriores, declaradores do homem em cada uma de suas reações sociais coletivas e individuais. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

UMA VISÃO DA EPÍSTOLA DE TIAGO.

    

     Tiago ao escrever sua epistola esta relacionando uma serie de homilias com a proposta de uma lembrança da lei, enfatizar a maturidade cristã, as dimensões  e cosmovisões da vida cristã, que fica assinalado como ho trochostes geneseos ( todo o curso de sua vida). Assim Tiago filho de Alfeu vai se posicionando sobre como deve ser administrada a vida cristã. Com isto. O autor vai desenvolver em sua carta, orientações e exortações sobre as circunstancias vivenciadas na vida diária e como deve o cristão administrar.
       Seu enfoque teológico referente à fé e obras,  é pautado por sua defesa que a fé autentica deve ser evidenciada em obras; não sendo a favor de uma fé sem gerar ações que lhe marquem, empregadas no exercício da vida cristã. Assim inicia o seu debate teológico com o posicionamento de Paulo, pois Tiago vai defender a justificação pelas obras confrontando com a posição de justificação pela fé defendida por Paulo. Mas na verdade Paulo e Tiago estão falando de coisas diferentes; pois Paulo enfoca a justificação como declaração por Deus de nossa retidão e Tiago da demonstração da nossa retidão.  Tanto Paulo como Tiago está referindo-se a retidão do pecador diante de Deus, mas assim Paulo esta dando uma atenção a recepção dessa condição inicial; já Tiago ira verificar como esta condição é vindicada perante Deus no juízo. Assim não seria um debate teológico, que fica evidente, mas posicionamentos que tem enfoques diferentes, dentro do mesmo termo dikaioo ou justificar.
     A proposta desenvolvida em sua carta por Tiago, dentro de uma apologia a uma vida cristã fecunda, fica ressaltando por suas averbações dentro de temas como a “língua”, um membro que pode apagar ou incendiar, causando um beneficio para a vida ou contundente malefício. Tiago vai desenvolvendo em cada capitulo ou assunto tratado uma harmonização teológica; pautando em muitos pontos sobre o legalismo ao qual somos confrontados em muitas áreas. 

    A visão desta epistola para a Igreja tem um direcionamento tríplice, ou seja, condições para vida cristã produtiva; a religião e o legalismo, o cristão e seu envolvimento com a família, sociedade e Igreja. Portanto Tiago neste cinco capítulos prove os elementos que conceituam a atuação do cristão em todos os ambientes. 

domingo, 22 de junho de 2014

AUTONOMIA NA GESTÃO ESCOLAR

Tenho escrito ultimamente alguns textos mais direcionados na educação, pois mesmo este blog, tendo outro foco adoto a transdisciplinaridade. 

Por autonomia neste artigo quero dizer pela ação de liberdade de expressão, ou seja, todos tem o direito de expor suas ideias e propor mudanças, inclusive o corpo docente de desenvolver suas próprias metodologias e práticas pedagógicas.  A escola que através de sua gestão considera a autonomia, possibilita meios para que esta seja efetiva no espaço escolar; conduzindo os seus alunos e professores a pratica da problematização e criticidade dos conteúdos e métodos, fazendo sempre uma leitura e releitura dos espaços de suas ações para produzir uma educação contextualizada aos horizontes de sua efetivação social e educacional.

          A autonomia do aluno, deve ser valorizada pelo professor, como uma oportunidade de um confronto ideológico resultado desta dialética professor aluno. Corrêa (2006, p.151) considera os alunos como “treináveis” e sobre eles diz: “Os treináveis são os que podem ficar soltos, que tem liberdade de escolha e vontade própria, adequadas para o controle a céu aberto”. Nesta perspectiva o aluno não pode ser reprimido no espaço escolar e na sala de aula, suas ideias e posicionamentos devem ser ouvidos pelo professor, que deve por sua vez avaliar a dimensão destas ideologias construídas por seus alunos, não com censura, mas oportunizando-as para o dimensionamento do ensino, que foca no futuro dos seus alunos, lhes introduzindo a uma criticidade que não é anárquica mas progressista. Portanto a gestão escolar que prioriza está pratica, se mobiliza para ser cada vez mais receptiva e auditiva aos seus alunos.

            Sujeitos autônomos não causam o descontrole social e político como muito vezes defendem os governantes e gestores escolares, se soubermos controlar respeitando cada um seus espaços, todos podemos praticar uma manifestação autônoma sem deseshienraquizar a estrutura escolar; desenvolvendo assim uma educação de qualidade. Carvalho (2013, p. 91) falando como ocorre está educação, diz: “para uns a “educação de qualidade” deve resultar na aquisição de diferentes “competências” que tornarão os alunos trabalhadores diligentes; para outros, líderes sindicais contestadores, cidadãos solidários ou empreendedores êxito, pessoas letradas ou consumidores conscientes”.  Como percebemos uma educação que prima pela qualidade vai propor e permitir nos seus espaços a autonomia, mesmo que para cada classe social a leitura e interpretação desta seja diferente, ela é construtiva e possibilita ao aluno, a conscientização de suas capacidades e podendo assim se descobrir.

            A didática com seus métodos, instrumentos e avaliações concede ao docente os caminhos para sua ação pedagógica. Estes não podem ser limitados e fixos a uma só visão, muitas vezes sendo somente a do professor e seu gestor, mas sim possuir uma autonomia em sua pratica docente, como propõe Demo sobre a função do professor (2012, p.85): “Função do professor, não é substituir o esforço, a iniciativa, a criatividade, o desafio dos estudantes, mas contribuir para sua realização com autoria e autonomia.”  O professor que permiti esta ação em sala de aula, não retêm o aluno, mas o estimula facilitando o processo de construção do saber, impulsionando seus alunos a ampliarem seus conhecimentos a partir de suas próprias ações, assim o professor vai ser um orientador do estudo que o aluno desenvolvera por seus próprios meios de aquisição e exploração do saber. Assim a metodologia e pratica pedagógica constrói alunos reflexivos e sujeitos críticos, prontos para novos desafios e realidades.
    A gestão escolar que ousa permitir e propor a efetivação da autonomia, irá sair do gabinete da direção, e estar convivendo com docentes e discentes dentro de suas realidades, ideais, culturas e sonhos. Pois só assim ira oportunizar o seu espaço escolar, como local de realizações de novas propostas e metodologias, para que a educação não seja presa a uma instituição, mas as realidades com que convive em sua interação social. A gestão não pode se sentir confrontada e até ameaçada, por perceber em sua escola manifestações de autonomia por parte do corpo docente e discente; mas acreditar que será uma oportunidade para o crescimento da escola, como centro de expansão intelectual e profissional da sociedade. 

terça-feira, 10 de junho de 2014


O SUCUMBIR DA RAZÃO

(Shaffer, 1977) “Através da Renascença, de Dante a Miguel Ângelo, gradualmente a natureza se fez mais inteiramente autônoma. Ela libertou-se de Deus à medida que os filósofos humanistas começaram a operar cada vez mais à vontade. Quando a Renascença chegou ao seu clímax, a natureza havia devorado a graça”. Declaração feita sobre o momento em que a razão na história da humanidade alcança o seu clímax, período da intelectualização mais notório, vindo a ser proclamado um culto ao saber. Com isto a ciência e as artes ocuparam grande espaço na sociedade, sendo as mandatarias do universo social, político e religioso deste período.  O academicismo surge como o maior expoente do Ser, tendo o intelectual como o mandatário das mais diversas áreas e segmentos da sociedade. Nesta época no século dezesseis a dezessete surge o movimento da reforma protestante, que vai nascer em meio a este ambiente, do culto ao saber, tendo a razão como o cerne dos ideais da humanidade.


        A razão causa um período onde a fé torna-se intelectualizada sendo defendida apenas em teses e não em pratica; mas os estímulos e desafios da reforma causam o crescimento da crença, gerando novas convicções, vindo a razão iniciar a ser superada. (Schaeffer,1977) declara: “A posição bíblica, acentuada pela Reforma, sustenta que nem a concepção platônica nem a humanista satisfaz. Primeiro, Deus fez o homem todo e está interessado na totalidade do ser humano. Segundo, quando se deu a Queda, fato histórico que ocorreu no tempo e no espaço, ela afetou o homem inteiro. Terceiro, à base da obra de Cristo como Salvador e mercê do conhecimento que temos na revelação das Escrituras, há redenção para o homem no seu todo”. Esta ênfase nos demonstra que a defesa bíblica, pautada pela reforma, vem modificar as reações e concepções da humanidade, afetando inclusive os centros acadêmicos, causando novos horizontes, retirando o destaque exclusivo da razão sobre a fé, vindo assim a iniciar o movimento que fortaleceria a fé, a dignificando em uma sociedade racional, que cultuava a razão. A razão assim começa a ser confrontada em muitos dos seus fundamentos, para que a fé, geradora de convicções eternas, permaneça para sempre, em todos os tempos, assim a rota social e mudada, os homens começam a enxergar novos horizontes além do saber. 

sábado, 31 de maio de 2014

O SAGRADO E O PROFANO NA SOCIEDADE.


(Eliade,1992) “O conceito do espaço homogêneo e a história desse conceito (pois foi adotado pelo pensamento filosófico e científico desde a Antiguidade) constituem um problema completamente diferente, que não abordaremos aqui. O que interessa à nossa investigação é a experiência do espaço tal como é vivida pelo homem não religioso, quer dizer, por um homem que recusa a sacralidade do mundo, que assume unicamente uma existência “profana”, purificada de toda pressuposição religiosa”.    Quando Eliade escreve esta declaração, vem a perceber as verdades propostas dentro da religiosidade vivida no início da década de noventa. Que aponta o profano com um rotulo, e o descaracteriza da sociedade o tornando o ópio; mas a sacralidade ao que defende e evidencia se preocupa com seu espaço e não oportuniza a sacralização da sociedade ao seu redor, porque pretende ser exclusiva em sua fé e defesas ideológicas. Mas na verdade o espaço social é homogêneo onde os dois extremos estão presentes, o sagrado e o profano; nesta circunstância social, ocorre a perca das identidades sociais, pois queremos definir a sociedade com nossos conceitos baseados em um extremo ou outro. Nos esquecendo assim do princípio sagrado para sociedade que é o amor o perdão, a convivência, porém sabendo que tem o compromisso de ser e agir sagradamente; pois é separado por Cristo para Ele, mas não excluído da sociedade e nem com o poder de se tornar opositor social daqueles que são contrários e profanam com suas ações nossas crenças. O sagrado precisa ser amor, e muitas vezes somos ódio e vingança; porque não compreendemos o importante para nossa vida que é sermos sociais em Cristo, para fazermos a diferença no espaço em que vivemos. Mas a profanação proposta pelo profano é constrangedora, inóspita e vulgar; querendo dessacralizar o mundo e a sociedade; por não entender que o universo é sagrado, pois ontologicamente e concretamente só existe a partir da manifestação e ação do Sagrado no Universo.  Assim a sociedade é o espaço deste confronto e conflito, onde as perspectivas e ideologias se divergem, mas acima de tudo preciso é estar reconhecendo que somos a manifestação do sagrado e o Universo a causa e o efeito de sua existência. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A ESSÊNCIA HUMANA E A SOCIABILIZAÇÃO. P/2


(Aquino 1977) Afere a seguinte declaração sobre a essência no sentido indetificatório do homem: Quando uma essência não se identifica totalmente com a coisa de que é essência, encontra-se nela algo de potência e algo de ato, pois a essência refere-se à coisa, de que é essência, como forma; assim como, por exemplo, a humanidade refere-se a homem. Assim podemos compreender que a humanização do Ser é defendida por Aquino, a partir de sua própria identificação como Ser ou criatura humana. A humanidade tem defendido o antropocentrismo e o humanismo, dentro da esfera ótica, da essência dotada de uma múltipla e plural intelectualidade. Seguindo este pressuposto muitos cientistas, filósofos e acadêmicos iniciam uma verificação do Ser, que lhe impõe e sobrepõe sobre todo o Universo como o dotado que possui todo conhecimento e capacidade.
          A proposta da defesa do homem em sua essência, erra quanto não observa e fundamenta suas pesquisas, priorizando o sentido de que o homem é segundo as Escrituras Sagradas, “imagem e semelhança de Deus”; e o Criador que é Deus está acima de todas as fontes do saber e do conhecimento, pois é em si próprio se substancializa e prima a essência de todo o saber e conhecimento; sendo Ele o centro e o fundamento de toda a sabedoria. Nisto então o saber e conhecimento humano, não é infinito e nem dotado em toda sua amplitude, pois é dependente da intervenção de Deus no homem, como sendo “imagem e semelhança” do seu Criador no caso Deus.
        A essência parte do pressuposto unitário da identificação do Ser, mas neste surge a pluralidade, nesta clausula e proposta; fica limitado quando se encontra com sua própria finitude. Surgindo seus vazios e limitações nas concepções do mundo a sua volta, que por mais que o especule e estude; não consegue dar a definição completa. Afinal o humano é finito em sua mente e intelecto, dependendo de uma identificação plena com Deus e dependência para que compreenda as razões e expansões de todas as coisas na humanidade e universo. 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A ESSÊNCIA HUMANA E A SOCIABILIZAÇÃO. P/1



(Aquino 1977) A essência de cada coisa é aquilo que a sua definição significa. Os diversos indivíduos que possuem a mesma essência da espécie distinguem-se por algo não inerente à essência da espécie, como, por exemplo, os homens, que possuem a mesma humanidade, distinguem-se entre si por algo não inerente à noção de humanidade.   Esta definição e indicação sobre o indivíduo concedida por Tomas de Aquino, nos leva a algumas reflexões, sobre a essência que engloba tudo que o indivíduo em sua estrutura física, espiritual e social é em toda sua amplitude, a sua essência é concreta e definível, única e possui suas especificidades.  Dentro desta perspectiva podemos indicar que cada homem que possui sua própria essência, esta vai ser definida pelas especificidades peculiares da essência deste homem, envolvendo assim seu aspecto físico, sua espiritualidade, suas interações sociais e no âmbito intelectual o seu cognitivo, os seus sentimentos e a resplandecia de sua essência que é delineada por seu caráter e personalidade.
A essência humana tem sua pluralidade no sentido orgânico e biológico, que todos os homens possuem suas igualdades, porem se altera vindo a ser singular em cada indivíduo nas demais características pessoais já citadas. Assim o antropo, ou seja o Ser é analisado e avaliado em sua vivencia no âmbito geral; surgindo assim as complexidades relacionadas a sua manifestação física, religiosa e social; que terão influência do ambiente onde vive e de com quem convive. Portanto o homem inicia sua avaliação pelos demais a partir da sua essência e com suas espeficidades é conceituado pela religião e a sociedade, sendo os dois segmentos que o mapeiam e podem lhe conduzir como decidirem sobre este indivíduo devido grau de influência que exercerem sobre este.  
Os sentimentos são importantes nesta composição da essência do Ser, porem estes são compostos pela influência da personalidade e caráter do indivíduo, assim nunca podemos aferir que nascem naturalmente, mas sim que possuem a influência interna e externa, sendo elos entre o homem e a sociedade na sua interação com os outros. Nesta perspectiva nós delineamos cada um dos momentos que são vividos pelo homem e sua essência com as demais possibilidades providas pela sua socialização, na sua imanência social.  

sábado, 26 de abril de 2014

A PROPOSTA DIALÓGICA DE BUBER.

         Buber em sua dialogicidade expressa em sua obra “Eu e Tu” nos possibilita verificar uma abordagem religiosa que prisma pelo contato, desenvolvido na comunhão. Onde Buber diz: A palavra-princípio Eu - Tu só pode ser proferida pelo ser na sua totalidade. A união e a fusão em um ser total não pode ser realizada por mim e nem pode ser efetivada sem mim. O Eu se realiza na relação com o Tu; é tornando Eu que te digo. Toda vida atual é encontro, e dentro desta condição fica expresso a comunicação que fundamenta o diálogo e contato na comunicação.
       Entre o Eu e o Tu não se interpõe nenhum jogo de conceitos, nenhum esquema, nenhuma fantasia; e a própria memória se transforma no momento em que passa dos detalhes à totalidade. Entre Eu e Tu não há fim algum, nenhuma avidez ou antecipação; e a própria aspiração se transforma no momento em que passa do sonho à realidade. Todo meio é obstáculo. Somente na medida em que todos os meios são abolidos, acontece o encontro.
       Assim nesta dialogicidade se interpõe momentos que alternam as nossas possibilidades e propostas de confrontar e concordar com os assuntos que são debatidos e projetados a partir do diálogo. Pois surge no comunicar a individualização do pensamento e sua ampliação a partir deste momento, Buber assim diz: “Cada Tu individualizado é uma perspectiva para ele. Através de cada Tu individualizado a palavra-princípio invoca o Tu eterno. Da mediação do Tu de todos os seres, surge não só a realização das relações para com eles mas também a não realização. O Tu inato realiza-se em cada uma delas, sem, no entanto, consumar-se em nenhuma ele só se consuma plenamente na relação imediata para com o Tu que, pela sua própria essência, não pode tornar-se Isso.

      Com isto vemos no contexto desta obra uma proposta de comunicação que vai alem do pessoal e coletivo, mas se difunde no Ser em suas ações e reações sociais e religiosas, vindo assim a construir como é expresso no livro, um viver religioso, na trajetória do universo da fé, onde é construído todo um convívio do Ser, em uma ação dialógica do Eu e Tu. 

sábado, 22 de março de 2014

TEOLOGIA NO CÁRCERE.



“Tomemos o cárcere como se fosse uma palestra onde podemos se dirigir ao tribunal, como se tivéssemos indo a uma plateia. “

Esta expressão foi de Tertuliano, um dos pais da Igreja, se pensarmos sobre ela podemos dizer, que as circunstancias de um cárcere não são inspiradoras, para surgir um texto expressivo e contundente para convencer uma plateia, levando-os ao aplauso. Porém Tertuliano, está relatando uma realidade, que não tinha em mente o reconhecimento e valorização dos homens em sua defesa, mas que sua tese teológica, e posições fossem deixadas livres, para continuarem a tarefa de esclarecer, tirar dúvidas e trazer todos a uma visão maior sobre o que era o cristianismo.
        A apologia neste período era uma incisiva proposta de condenação para o apologista, mas estes não se retinham, pois tinha em mente um ideal, que não podia por nada ser tolhido. Mesmo até que sobreviesse a condenação e em conseguinte o cárcere.  A teologia iniciou a tomar suas direções mais contundentes e assertivas neste período, não em plateias mas em tribunais.

       Hoje temos a liberdade, mas nos contemos em teologias que agradam e convencem a grupos seletos, sem pensar e refletir se esta ira fundamentar as pessoas; para que em tudo possamos ver expandir as nossas verdades e teologias não como enfeites e discursos de plateias, mas como teologia que mesmo se for condenada ao cárcere, seja esta a verdade concedida por ela própria através de Deus, o seu fundamentador. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014



O CÉREBRO E A APRENDIZAGEM  P/2
                                                         
A ativação elétrica do neurônio pós-sináptico é gerada principalmente a partir da ligação de neurotransmissores com receptores que controlam canais de íon, promovendo abertura destes canais. O movimento de íons pela membrana neuronal causa uma alteração no potencial elétrico existente entre o interior e o exterior da célula, podendo levar tanto a uma excitação da membrana, intitulada despolarização, quanto a uma inibição, denominada de hiper polarização. Já aqueles neurônios que não são ativados simultaneamente tenderiam à degenerescência sináptica, diminuindo sua conectividade mútua e, consequentemente, o seu peso na determinação das funções executadas pelo cérebro. Portanto, devemos admitir a possibilidade de que um estímulo singular atinja o cérebro em diferentes modalidades, afetando diversos sistemas cerebrais, como os acima mencionados, e que a ativação convergente destes sistemas atinja determinados grupos de neurônios, potencializando-os para a formação de memória a respeito do estímulo. Estes grupos de neurônios seriam novamente mobilizados durante o processo de lembrança do estímulo significativo.
O estimulo significativo concedera a propulsão do ativismo cognitivo, onde o cérebro estará em total empenho e concentração por alcançar uma hiper polarização, ocorrendo então a descoberta e desmitificação do oculto saber, que foi desvendado pelos neurônios em total estado de tensão.
O ser quanto é estimulado em seu processo de aprendizagem está captando a emergia que irá polarizar e uniformizar o cérebro na assimilação e percepção do conteúdo recebido, causando uma maior expectação para ocorrer o entendimento e assim atingir a diferenciação no processo assimilativo e perceptivo. 

sábado, 15 de fevereiro de 2014


O CÉREBRO E A APRENDIZAGEM - P/1


O cérebro é um órgão bastante complexo, que contém diversos sub-sistemas especializados na realização de determinadas funções. Estes sub-sistemas resultam de um longo processo evolutivo, em que se desenvolveram diversas modalidades de interação com o ambiente, cada uma delas ensejando o desenvolvimento das estruturas cerebrais correspondentes. Sistema motivacional: determina nosso estado de humor, e disposição para cada tipo de experiência que se nos apresenta como possível, nos contextos em que nos situamos a cada momento; já o sistema emocional: capta e processa sinais do ambiente, engendrando nossa reação afetiva perante aos mesmos, inclusive reações corporais (como o suor das mãos, expressão facial etc.); mantém estreita relação com os sistemas endócrino e imune.
O processo de aprendizagem pode se iniciar de modo consciente ou inconsciente. A consolidação de memórias formadas ocorre de modo inconsciente, principalmente durante o sono. Já a lembrança do conteúdo memorizado pode ocorrer de modo consciente ou inconsciente. Para nossa discussão da aprendizagem no âmbito escolar, vamos analisar apenas as situações em que a aprendizagem se inicia conscientemente. Neste caso, é possível que a retomada do aprendido ocorra tanto de modo consciente quanto inconsciente, predominando ora um ora outro.

Aprender não é só reter e processar o conteúdo aprendido de forma sistemática, mas sim efetivar o captado de forma, que venha viabilizar uma capacidade no aluno, tornando-lhe apto e consciente do entendimento processado, através do aprendizado. Assim   o homem como ser aquilatador de informações em seu convívio social, vive em um aprendizado informal e torna suas comunicações em elementos adjutores para sua educação formal.   

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


FORMAÇÃO DE UM POVO E GERAÇÃO PADRÃO. P/2

Continuando a avaliar e comentar sobre a formação do povo de Israel, prosseguimos pela perspectiva da evidencia dos problemas (e bênçãos) duplos de terra e população logo aparece na luta entre Abraão e Ló sobre campos de pastagens. “Não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos, porque a sua fazenda era muita” (Gn 13.6). Em consequência disso, eles se separaram e para Abraão foram determinados o comprimento e a largura da terra (Gn.13.17). Tempos mais tarde, Abraão comprou um local para enterros em Macpela (Gn. 23.18-20), onde a esposa (Gn.23.19), ele mesmo (Gn. 25.9), o filho Isaque (Gn. 49.31) e o neto Jacó (Gn.49.29,30) foram enterrados. A benção de grande população ocorreu não em Canaã, mas no Egito. Os setenta integrantes de Israel que desceram para o Egito multiplicaram-se chegando a formar uma grande multidão tão numerosa a ponto de ameaçar a segurança do próprio Egito poderoso (Ex 1.1-7,9,12,20, etc.). Durante todos os tempos pre-exílicos, Israel desfrutou o benefício da terra e do povo, e só quando ficou evidente que ele perdera os privilégios do concerto foi que esses dois benefícios lhe foram arrancados de forma tão violenta e irreparável. Também podemos identificar no relato histórico o terceiro elemento do concerto patriarcal, a saber, que a semente de Abraão seria ocasião de benção ou maldição para as nações. Como mencionado, este aspecto funcional do concerto corresponde ao mandato de encher a terra e sujeita-la, e dominar sobre todas as coisas (Gn 1.28). Israel, como a semente, serviu como o agente reinante do Deus Altíssimo com a finalidade de pelo menos distribuir a sua benção, por um lado, ou o seu julgamento, por outro. Vindo assim ficar enfático o sentido orgânico e judicial da constituição administrativa e social deste povo e geração. 

domingo, 26 de janeiro de 2014

FORMANDO UM POVO E GERAÇÃO PADRÃO.


A formação de um povo não é um acontecimento da natureza, mas um processo histórico que se baseia no nível da consciência das pessoas e dos grupos de pessoas que dele participam. Pessoas de origem e característica diversas conscientizam-se dos elementos que têm em comum, seja lá em que consistam: em destinos comuns, língua e cultura comuns, religião comum. Querem agregar-se, e rejeitam a outros que não fazem parte ou que não devem fazer parte. Esses processos de assimilação e dissimilação deixam rastros na consciência do povo que se formou. É de se esperar que tais rastros encontrem expressão na tradição do povo. No que se refere a Israel, o AT de fato contém respostas para a pergunta pelo distanciamento em relação a pessoas e grupos de pessoas estranhas e pela ligação com as aparentadas ou afins. Trata-se, porém, de respostas que outra coisa não era de se esperar — estão revestidas pelo manto da saga ou do extrato de saga na forma de notas e listas. Faz parte da essência da saga reduzir e retratar simplificadamente desdobramentos e constelações históricos complicados. Por isso as afirmações que Israel faz de si mesmo sobre esse tema se apresentam como afirmações sobre as relações de parentesco, de amizade e de inimizade de seus pais. O caminho percorrido pela tradição da saga é o seguinte: cada grupo de pessoas, cada povo, cada comunidade humana, seja lá que características tiver — inclusive o próprio Israel — é feito remontar a um ou mais ancestrais fictícios. Se tiverem o nome do grupo que representam, esses patriarcas se chamam epônimos. Esse procedimento oferece a possibilidade de apresentar o parentesco dos povos e das comunidades entre si e suas distinções de outros na forma de genealogias dos ancestrais e de marrá-los em sagas de amizades e inimizades dos pais. Por trás disso está o pensamento genealógico, profundamente enraizado na Antiguidade, em especial na Antiguidade oriental: o interesse de compreender e de representar plasticamente as macro- relações humanas em analogia às micro- relações humanas.. Trata-se de um enfoque microcósmico do macrocosmo do mundo das nações e das pessoas, uma redução ingênua e irrefletida da multiplicidade de fenômenos e processos históricos. Sobre o modo de pensar dos povos do Oriente Antigo, e com isso também sobre o de Israel, pesa a obrigatoriedade da associação das famílias e dos clãs. Ela determina sua consciência e faz com que acontecimentos históricos complicados apareçam de forma simples como reprodução, amizade e inimizade.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014


QUERO INICIAR FALANDO UM POUCO SOBRE O QUE IDEALIZAVA LUTERO EM SUA VISÃO DE LITURGIA, PARA ISTO VOU ESCREVER EM DUAS PARTES.  



      LUTERO E SUA LITURGIA.


      Lutero repudiava muitas vezes de uma maneira vulgar as mitras e os báculos dos papistas, e seus ensinos sobre a Eucaristia. O erro cardeal da Missa, disse Lutero, era que esta foi uma “obra” humana baseada numa falsa compreensão do sacrifício de Cristo. Então, em 1523, Lutero enunciou sua própria revisão da Missa Católica. Esta revisão é o fundamento de toda adoração protestante. O núcleo dela é: Em vez da Eucaristia, Lutero colocou a pregação no centro da reunião. A crença de Lutero no que diz respeito à pregação como ponto culminante do culto de adoração permanece até nossos dias. Todavia tal crença não tem nenhuma procedência bíblica.  Como disse um historiador, “O púlpito é o trono do pastor protestante”.  É por esta razão que os ministros protestantes ordenados são ordinariamente chamados de “pregadores”.
        Lutero meramente tentou salvar aquilo que representava o elemento “cristão” da antiga liturgia católica.  Por conseguinte, se alguém comparar a liturgia de adoração elaborada por Lutero com a liturgia de Gregório, verá que é praticamente a mesma! Basicamente, Lutero reinterpretou muitos dos rituais da Missa. Mas, ele preservou o cerimonial, julgando-o apropriado. Por exemplo, Lutero manteve o ato que marcava o ponto culminante da Missa Católica.              
         Quando o sacerdote levanta o pão e o cálice e os consagra. Ele meramente reinterpreta o significado deste ato. A prática de consagrar o pão e o cálice, elevando-os, teve início no século XIII. É uma prática construída principalmente com base na superstição. Contudo continua sendo observada por muitos pastores em nossos dias.

         A Martin Bucer também se atribui ter promovido esta atitude. Ao início de cada culto, os Dez Mandamentos eram lidos para criar um sentido de veneração.  Desta mentalidade saíram algumas práticas escandalosas. Um certo pastor Puritano Inglês ficou famoso por multar as crianças que sorriam dentro da igreja! Agregue-se a isto a criação do “Homem do Dízimo” que despertava com um grande bastão os paroquianos que dormiam no culto!

domingo, 22 de dezembro de 2013

EVENTOS FINAIS

Estive um mês sem postar nada por estar envolvido em minhas diversas atividades pedagógicas, mas hoje estou postando um texto de cunho escatológico, que tem sido uma área que tenho me dedicado um pouco. 

1    EVENTOS RESERVADOS PARA OS IMPIOS

Iremos ver neste tópico, os acontecimentos que estão assinalados para os que rejeitaram a Jesus como se Salvador. São acontecimentos terríveis, como iremos estudar a partir de agora.

4.1 A TRIBULAÇÃO E GRANDE TRIBULAÇÃO.

Neste acontecimento estaremos vendo sobre, as setenta semanas profetizadas pelo profeta Daniel, os quatro cavalos, as taças e as trombetas que estão registradas em Apocalipses 5,6, 8,16. Mas vamos iniciar falando sobre as setenta semanas descritas por Daniel; para tanto vamos analisar o texto d Dn 9. 24-27; vejamos por partes a seguir:

·         A profecia inteira trata do “povo” de Daniel e de sua cidade, isto é: A nação de Israel e da cidade de Jerusalém. (v. 24).
·         Dois príncipes diferentes são mencionados, que não se deve confundir: O primeiro é o Messias, O Príncipe (v.25) e o segundo se descreve como o príncipe que há de vir. (v. 26).
·         Todo período envolvido é precisamente especificado como setenta semanas, (v.24), e estas setenta semanas são divididas em três períodos menores: (vv, 25,27).

            Sete Semanas;
            Sessenta e duas Semanas;
            Uma semana.

·         O início do período total, ou seja, das setenta semanas é definitivamente fixado: “Desde a ordem para restaurar a para edificar Jerusalém”. (v. 25).
·          O fim das sete semanas e sessenta e duas semanas é (= 69 semanas) marcado pela apresentação do Messias, o Príncipe, como o “Príncipe de Israel”.
·          Depois das sessenta e duas semanas, que seguem as primeiras sete semanas, (isto é 69 semanas), o Messias, O Príncipe será morto e Jerusalém será destruída em algum tempo no futuro, pelo povo do outro príncipe. (v.26).
·         Após estes dois eventos importantes chegamos a última ou a Septuagésima Semana, cujo inicio será claramente indicado pelo estabelecimento duma firme aliança ou tratado entre o príncipe vindouro e a nação de Israel, pelo período de uma semana. (v. 27).
·         No meio da semana, ou da septuagésima semana, após ter violado o seu tratado, o príncipe vindouro fará cessar o sacrifício judaico subitamente e fará cair sobre o povo um tempo de ira e desolação que durará até o fim da semana. (v.27).
Agora iremos para Daniel 12, para completarmos nossa analise sobre este período de grande tribulação.

·         Versículo 1º. Este versículo trata de um período de angustia, qual nunca houve. Este período nada mais é do que a Grande tribulação e que o livro de Apocalipse trata em sua maior parte.
·         O que é esta abominação desoladora? veja Dn. 9,27; Mt. 24,15; II Ts 2,4 – O Anticristo fará um pacto com o povo de Israel e isto por “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”. Dn. 12,7.
                  Um tempo................................................. 1 ano
                  Dois tempos.............................................. 2 anos
                 Metade de um tempo................................ 1/2 ano
Observe que é dito que o príncipe (o Anticristo) fará uma aliança por uma semana (sete anos) e na metade da semana (três anos e meio), quebrará este pacto e sobre a asa das abominações virá o assolador. E estabelecida à assolação haverá 1290 (mil duzentos e noventa dias), e o quer dizer estes dias?
·         1290 são (1260 + 30), observe Ap. 11,3; 12,6. Esses trinta dias poderá ser o tempo gasto para realizar o julgamento das nações.